Proteaginosas - o regresso do grão-de-bico

dc.contributor.authorDuarte, Isabel
dc.contributor.authorCalado, José
dc.date.accessioned2014-11-03T15:39:37Z
dc.date.available2014-11-03T15:39:37Z
dc.date.issued2014-10-31
dc.description.abstractA necessidade de produção de proteína vegetal no mundo e, em particular, na Europa que apresenta o balanço da produção e do consumo extremamente negativo, como é confirmado pelos relatórios elaborados por grupos de trabalho da Comissão Europeia permite confirmar a existência de um mercado em que a procura é maior que a oferta. Confirmada a existência de mercado é necessário verificar que culturas conseguem expressar o seu potencial produtivo nas condições ecológicas mediterrânicas. Nas culturas produtoras de proteína e com boa capacidade de adaptação às condições mediterrânicas encontra-se o grão-de-bico (Cicer arietinum L.). O grão-de-bico foi introduzido na Península Ibérica pelos fenícios e caracteriza-se por ser uma espécie da família das Leguminosas muito tolerante às condições de secura, o que lhe permitiu adaptar-se como cultura de primavera-verão às condições ecológicas mediterrânicas. A tolerância à secura permitiu que a cultura fosse utilizada em regime de sequeiro, garantindo-lhe uma posição relevante na agricultura portuguesa nos anos sessenta e setenta do último século, quando o grão-de-bico foi cultivado em rotação com os cereais de outono-inverno. No entanto, a época de primavera-verão inibe o potencial de desenvolvimento da cultura, limitando a formação do número de grãos, componente determinante da produção de grão, e o porte das plantas. Com plantas de porte baixo diminui a possibilidade de realizar colheita mecanizada. Como consequência da irregularidade climática, própria do clima Mediterrâneo, foi assumido há alguns anos atrás, a necessidade de mudanças no programa de melhoramento de grão-de-bico, que decorre no INIAV, em Elvas, desde 1985, particularmente no desenvolvimento de novo germoplasma adaptado a diferentes ambientes e sistemas de produção. Deste modo, os novos critérios de seleção têm como principal objetivo a obtenção de linhas de grão-de-bico, que reúnam num só genótipo um elevado potencial produtivo (e estabilidade de produção), altura que facilite a mecanização da colheita, semente grande para consumo humano, elevada tolerância/resistência aos principais stresses, sejam abióticos ou bióticos e, características nutricionais de modo a tornar esta espécie numa cultura de elevado interesse alimentar, nos atuais sistemas de agricultura. Atualmente estão inscritas no Catálogo Nacional de Variedades, 5 variedades de grão-de-bico, com boa adaptação à sementeira de Outono/Inverno, das quais, 2 têm tegumento negro (Elmo e Elite) para a alimentação animal e 3 tegumento claro (Elvar, Eldorado e Elixir) para a alimentação humana.por
dc.identifier.authoremailisabel.duarte@iniav.pt
dc.identifier.authoremailjcalado@uevora.pt
dc.identifier.scientificarea577por
dc.identifier.sharewithInstituto de Ciências Agrárias e Mediterrânicas (ICAAM)por
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10174/11749
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dc.identifier.withposternaopor
dc.language.isoporpor
dc.rightsopenAccesspor
dc.subjectprodução de proteaginosaspor
dc.subjectcultura do grão-de-bicopor
dc.subjectgermoplasma de grão-de-bicopor
dc.titleProteaginosas - o regresso do grão-de-bicopor
dc.typelecturepor

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grão-de-bico , Calado J.M.G. e Duarte I. (Outubro 2014).pdf
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