Primeira Abordagem ao Doente em Situação Crítica

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Publicada a Lei de Bases da Saúde (L.B.S.) e o Decreto acerca do transporte de doentes, o Governo faz sair a público, em 27 de Abril de 1993, a Portaria 439/93 destinada a regulamentar os Serviços de Emergência Médica Pré-Hospitalar e Transporte de Doentes. Pela primeira vez, é definido um ligeiro perfil dos «socorristas» que fazem aqueles serviços: os denominados Tripulantes de Ambulância de Transporte (T.A.T.) e de Socorro (T.A.S.). Mas, como tudo, as reformas não se operam, apenas, em gabinetes, e esta está muito longe de se cumprir. Não temos T.A.S. e os T.A.T. (em número reduzido ou já sem validade) fazem emergência pré-hospitalar, e uma panóplia de outras actividades, quase tão grande como uma lista de compras. Que tipo de emergência médica pré-hospitalar se faz então? Que seria possível fazer? (Que realidade? Que idealidade?) Qual a formação de um T.A.T. e de um T.A.S.? Que articulação com o Hospital? E quais os formadores? O autor percorrerá este circuito, limitado pelo tempo disponível, e testemunhará um outro circuito que é o do doente em situação critica, este sim, um circuito crítico quando se encontra com críticos «técnicos», críticos meios, e se calhar, até com crítica fé no seu destino. Mas, talvez, tudo não seja assim tão negro.

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