Um tribunal no renascimento:O Fresco de Monsaraz

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Este estudo analisa de uma forma sistemática o fresco denominado "O bom e o mau juiz". Pretende-se descodificar a representação do imaginário jurídico e político-moral do fresco no âmbito dos espaços judiciais municipais europeus, integrado-o na literatura e na iconologia jurídica renascentista. Com esta análise tentar-se-á ainda suprir algumas das importantes lacunas informativas existentes, derivadas da ausência de documentação sobre aquela pintura mural.. Os aspetos mais nebulosos do fresco deMonsaraz relacionam-se com a autoria do desenho e as suas fontes iconográficas, sobretudo em relação à figura do juiz de dois rostos, geralmente referida como o Mau juiz, e à representação do juízo final, na parte superior do mural. Finalmente, uma observação mais sistemática do fresco revela contradições entre a riqueza da sua conceção iconográfica e a forma mais rudimentar da execução. Alguns exemplos dessas contradições serão analisados nos capítulos finais do livro. A partir da constatação dessa disparidade coloca-se a seguinte interrogação: será possível que o Mestre de Monsaraz-Beja,a quem é atribuída a autoria do Fresco, seja o criador conceptual, o desenhador do cartão?

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