Música Instrumental no contexto da festa litúrgica portuguesa no final do Antigo Regime

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INCM /Fundação Calouste Gulbenkian

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No contexto cultural do Antigo Regime desenvolve-se um modelo de festa religiosa que integra, e em última análise expande, vários pontos de contacto, que não exclusivamente musicais, com o universo profano. Verifica-se assim que quanto mais amplo e popular o carácter da festa sacra em questão maior a presença de música instrumental. O grau de popularidade do dia solenizado era aferido pela variedade de recursos colocados ao serviço dos festejos, constituindo-se as funções sacras como apenas um dos momentos, embora o mais importante e legitimador, no seio de um vasto programa que se podia estender por mais do que um dia. A união entre “devoção e divertimento”, para usar a feliz expressão de Thomas Lindley (1805, p. 275-76)1 naquele que é um dos primeiros relatos com informação substantiva sobre contextos musicais sacros e profanos da realidade brasileira, afirmou-se como um traço marcante nas práticas culturais do Antigo Regime. O principal fundo documental que testemunha a presença de música instrumental nas funções litúrgicas pertence ao espólio da Irmandade de Santa Cecília2.

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“Música Instrumental no contexto da festa litúrgica portuguesa no final do Antigo Regime” in M. Elisabeth Lucas e Rui Vieira NERY (org.), As Músicas Luso-Brasileiras no Final do Antigo Regime. Repertórios, Práticas e Representações. Lisboa: INCM /Fundação Calouste Gulbenkian, 2013, pp.427-452. ISBN: 978-972-27-2026-7.

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