Antiga fábrica de massas desativada em Évora reconvertida em Escola de Artes e de Arquitetura

Abstract

Como defendem Jacques Le Goff e Pierre Nora (1995, p. 130), a história das cidades depende em muito da preservação das estruturas materiais. Segundo Le Goff (1990), tanto os documentos – tão caros à historiografia tradicional – quanto os monumentos podem ser tratados como fontes históricas. O conceito de monumento como fonte de análise deixa de ser apenas uma herança inalterável do passado, pois ao longo dos anos é submetido às intervenções sucessivas, e passa a ter ressignificações para a história social. Visando estimular o debate sobre a ocupação de estruturas industriais desativadas com o uso artístico-científico e cultural, analisam-se neste artigo estruturas do patrimônio industrial português ocupadas atualmente por atividades ligadas ao ensino, às artes e à ciência, sem, contudo, apagar a memória do que foram para as cidades em que se situam. A primeira fase da pesquisa em Portugal referiu-se ao Polo dos Leões da Escola de Artes da Universidade de Évora, antiga fábrica de massas localizada em Évora, no Alentejo, restaurada e reconvertida para o ensino das artes e da arquitetura.

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Lima, E. e Bezelga, I.(2024). Antiga fábrica de massas desativada em Évora reconvertida em Escola de Artes e de Arquitetura. Evelyn Lima (Org.) O património industrial do Rio de Janeiro - Portuária, São Cristovão e Praça da Bandeira: um diálogo possível com ocupações artístico-culturais socialmente inclusivas. (pp.99-111). Rio de Janeiro: Loop Editora. ISBN 978-65-89587-60-6

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