SABEDORIA E ENVELHECIMENTO: A ARTE DE SOBREVIVER EM DIFERENTES MUNDOS

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O desafio de refletir sobre a sabedoria, enquanto categoria central das representações do envelhecimento, numa perspecti- va essencialmente conceptual, reveste- se de uma tensão/oposi- ção que balança sistematicamente entre os processos inerentes à construção do conhecimento e o saber prático. Nesse jogo, marcam presença a informação, o conhecimento e a sabedoria, já que uns e outros se influenciam sem, no entanto, se confun- direm, apesar de serem frequentemente confundidos. Numa primeira aproximação, sem nos determos em qual- quer corrente teórica, diríamos que a informação remete aos dados em estado bruto, captados pelos sentidos, o conhecimen- to está associado a processamento, incorporação e compreen- são da informação e a sabedoria diz respeito ao conhecimento submetido ao julgamento das normas, valores, crenças. Pode-se, então, mencionar que sem informação não há conhecimento e sem conhecimento não há sabedoria, mas é possível haver conhecimento sem sabedoria. Essa possibilidade advém da noção eminentemente prática (que não é exclusiva da ação) associada à sabedoria. Para alguns autores, é o saber prático, incorporan- do valores, sentidos e significados provenientes da experiência cotidiana, que melhor define e caracteriza a sabedoria.

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Mendes, F. (2017). Sabedoria e envelhecimento. A arte de sobreviver em diferentes mundos. In Silva, AO e Camargo, BV (org). Representações Sociais do Envelhecimento e da Saúde, 84-99. Ed: EDUFRN, Natal/Br. ISBN 978-85- 425-0752- 2.

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