CARTOGRAFIA E ICONOGRAFIA COMO INSTRUMENTOS DIACRÓNICOS DE ANALISE DO TECIDO URBANO ─ ÉVORA E SETÚBAL, PORTUGAL

Abstract

RESUMO: A evolução das cidades pode ser interpretada através de elementos gráficos, como o recomendado por Marcus Vitruvius Pollio (1º século a.C.) (Maciel, 2006), cujas formas de expressão eram planos, elevações e perspectivas, que se revelam como instrumentos preciosos e confiáveis para a leitura das cidades. Importa estabelecer esses elementos, que aparecem como representações de cidades, em vários estágios de construção das suas malhas urbanas, em documentos como a cartografia ou a iconografia. Estes são testemunhos relevantes na análise e permitem uma leitura atenta da "realidade" das cidades, em épocas distintas. Para além de compreendêlos como representações dum determinado período, eles permitem a reinterpretação atual do tecido urbano, devendo ser considerados instrumentos dinâmicos na compreensão da leitura das cidades. Tendo em conta a cartografia e a iconografia de várias épocas, faremos uma análise comparativa do tecido urbano histórico, de duas cidades, com recurso à implantação e ao desenvolvimento urbano diferenciados (Évora e Setúbal). Para alcançar esses objetivos, iremos ler e interpretar elementos morfológicos da Cidade Medieval (fortificações, praças, ruas, quarteirões, mercados, edifícios singulares entre outros) e estes respetivos documentos testemunhais, a fim de se compreender a evolução diacrónica, nas suas semelhanças e diferenças

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