Nos pregões da fama: «ouvir» os bandos a partir dos relatos históricos luso brasileiros (sécs. XVIII e XIX)

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Centro de Estudos Humanísticos - Universidade do Minho

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De entre os atos públicos ritualizados utilizados pelos Senados das Câmaras, durante o período moderno – inclusivamente nos domínios ultramarinos –, o bando ou pregão configura-se como um instrumento de comunicação e imposição de normas, com força de lei – com a previsão de penas aos transgressores –, consistindo num cortejo hierarquizado e conduzido teatralmente pelas principais ruas das cidades e vilas de todo o reino. A saída do bando da Casa da Câmara previa a participação dos seus oficiais a cavalo, sempre acompanhados por um grupo de músicos, todos em trajes de gala adequados à ocasião. Em espaços específicos o grupo parava, fazia ler o conteúdo do pregão e afixava editais comunicando aos fiéis vassalos a notícia e os procedimentos que deveriam ser tomados afins à sua natureza. O presente artigo visa analisar a sonoridade ritual dos bandos luso-brasileiros, identificando modelos rituais e sonoros estabelecidos desde Portugal à América Portuguesa, durante o Idade Moderna.

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Rodrigo Teodoro DE PAULA, Nos pregões da fama: «ouvir» os bandos a partir dos relatos históricos luso brasileiros (sécs. XVIII e XIX), in Ouvir e escrever as Paisagens Sonoras: abordagens teóricas e (multi)disciplinares, ed. Elisa Lessa; Pedro Moreira, Rodrigo Teodoro de Paula, (Braga: Centro de Estudos Humanísticos / Universidade do Minho, 2020), pp.87-104. ISBN 978-972-8063-68-9.

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