Há bastante tempo que não te escrevo, mas não sei a razão. Notas acerca acerca da escrita como envio em Vergílio Ferreira e Jacques Derrida

dc.contributor.authorLima, João Tiago
dc.contributor.editorGoulart, Rosa Maria
dc.contributor.editorFirmino Santos, Cristina
dc.contributor.editorNunes Esteves, Elisa
dc.contributor.editorLima, João Tiago
dc.date.accessioned2017-01-18T18:03:45Z
dc.date.available2017-01-18T18:03:45Z
dc.date.issued2016-12
dc.description.abstractCaracterizado muitas vezes e talvez algo injustamente como um escritor que publicou sobretudo romances de ideias, expressão que não deixa de ser equívoca, é indiscutível que a obra de Vergílio Ferreira, nas suas múltiplas dimensões, transita frequentemente entre os territórios classicamente definidos como literatura e filosofia. Por isso, é habitual associar-se alguns dos seus romances, nomeadamente aquele que tem por cenário a cidade de Évora (Aparição, 1959), ao existencialismo sartriano. Essa colagem merece ainda assim ser questionada. Até porque, noutros passos da sua obra, Vergílio discute longa e pertinentemente algumas teses do autor de L’Être et le Néant (cf., por exemplo, as páginas 128-138, escritas precisamente em Évora, do Diário Inédito, 2010). Menos referida é, contudo, a relação que os escritos de Vergílio têm com outro filósofo francês, Jacques Derrida. Essa relação não é, com certeza, de circunstância. Aliás, deve-se a Vergílio aquela que é, seguramente, uma das primeiras tentativas de traduzir para a língua portuguesa a famosa expressão cunhada por Derrida: différance (cf. Espaço do Invisível II, 1976, pp. 82-83). A presente comunicação visa pôr em diálogo dois livros de Vergílio Ferreira que estão, como se sabe, intimamente vinculados entre si – Para Sempre (1983) e a Cartas para Sandra (1996) – com a matriz teórica derridiana, designadamente com as suas concepções de escrita, de destinação e até de destinerrância. Fá-lo-á sobretudo a partir de La Carte Postale – de Socrate à Freud et au-delà (1980), obra singular no próprio trajecto do filósofo francês em que se mesclam o diário e a ficção, a teoria e o género epistolar.por
dc.identifier.authoremailjtpl@uevora.pt
dc.identifier.scientificarea319por
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10174/19811
dc.language.isoporpor
dc.publisherUniversidade de évora/Âncora Editorapor
dc.rightsopenAccesspor
dc.subjectVergílio Ferreirapor
dc.subjectJacques Derridapor
dc.subjectescritapor
dc.subjectfilosofiapor
dc.subjectliteraturapor
dc.subjectcartapor
dc.titleHá bastante tempo que não te escrevo, mas não sei a razão. Notas acerca acerca da escrita como envio em Vergílio Ferreira e Jacques Derridapor
dc.typebookPartpor
degois.publication.firstPage131por
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