Alternariose – Uma nova doença a considerar no olival
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VIII Simpósio Nacional de Olivicultura
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No outono de 2017 observou-se que oliveiras da cultivar Arbosana, apresentavam elevada queda prematura de frutos, os quais apresentavam lesões necróticas na zona de inserção do pedúnculo provocando a queda dos frutos. Estes frutos sintomáticos, foram observados em cerca de 40% das árvores pertencentes a dois olivais situados em duas regiões distintas: Alentejo (Monforte) e Ribatejo (Abrantes). O principal objetivo deste estudo foi isolar e caracterizar, morfológica e molecularmente, o agente patogénico associado a estas lesões. Para isso foram amostrados frutos sintomáticos em ambos os olivais, tendo estes sido desinfetados superficialmente para suprimir microrganismos epifíticos. Após a desinfeção, pequenos troços das lesões dos frutos foram colocados em meio de cultura e incubados durante 7 dias. A análise microscópica de preparações obtidas dos crescimentos em placa permitiu observar um micélio corado e septado e com a presença de conídeos também septados com forma irregular de tamanho 7-45 μm. Os vários isolados de fungos obtidos, foram utilizados para extração de DNA total e identificados molecularmente como Alternaria alternata através de sequenciação da região ITS (Internal Transcribed Spacer) e de parte do gene da βeta-tubulina 2. Após ensaios de patogenicidade, em que se seguiram os postulados de Koch, confirmou-se que o fungo A. alternata é o agente causal da doença que provocou a queda dos frutos observados nos olivais. Tem-se vindo a observar sintomas desta doença em folhas e botões florais com persistência em países da bacia mediterrânica o que nos leva a pensar que esta possa ser uma doença emergente devido às alterações climáticas que se vêm dando.
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Carvalho et al., 2018