O valor e o significado dos vestigios da arquitetura romana em Portugal no tempo do Medievalismo (1838-1910)
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Imprensa da Universidade de Coimbra
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Pretende-se demonstrar como, no século XIX, a consagração do con
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ceito de monumento nacional, embora decorrente da valorização da arte medieval
enquanto representação da fundação e apogeu da nação portuguesa, não implicou
a exclusão dos monumentos e vestígios arqueológicos romanos. Pelo contrário,
integrou-os como testemunhos da ancestralidade e importância das cidades, vilas
e povoações em que estavam localizados, sendo considerados um fator de prestígio
histórico e distinção patrimonial. Verifica-se como esse processo se iniciou ainda no
século XVIII, em plena época do predomínio do cânone artístico e cultural clássico,
no contexto das atividades da Academia Real de História, e como foi determinado
pela instauração do liberalismo no século XIX, sobretudo pela interpretação ideoló
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gica que os seus protagonistas fizeram da arte do passado. A análise dos critérios que
levaram à classificação e conservação dos monumentos romanos durante o período
em causa explicam os valores e significados que lhes foram então atribuídos.
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Citation
Rodrigues, Paulo Simões (2024), "O valor e o significado dos vestígios da arquitetura romana em Portugal no tempo do medievalismo (1838-1910). In Rodrigues, Nuno Simões; Rodrigues, Ália (coords.), Identidade Romana e Contemporaneidade. Coimbra: Imprensa da Universidade de Coimbra, pp. 323-351.