Entre a experiência do empobrecimento e o empobrecimento da experiência

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Fundação Eugénio de Almeida

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Podemos pensar as artes performativas, as artes vivas, como artes da experiência — da receção em primeiro lugar, mas também a experiência do artista e por extensão, dos outros envolvidos no processo (em rigor, produtores, mediadores, receptores e intérpretes). O teatro, a dança, a música e a performance ocupam uma efectiva centralidade naquilo que poderíamos designar como artes da experiência, ou artes de contar, em linha de continuidade com as artes de dizer e de fazer que Michel de Certeau teorizou. Numa exposição como Fenda, elas podem ler-se como modalidades de resistência ao empobrecimento da experiência de que fala Walter Benjamin. Com efeito, as artes performativas parecem desempenhar um papel privilegiado como sobrevivências (Didi-Huberman), como formas de reinventar as possibilidades da partilha da experiência, como os trabalhos de Liliana Velho, António Olaio, M.Lohrum e Rebecca Moradalizadeh confirmam.

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Ferreira, José Alberto (2023), «Entre a experiência do empobrecimento e o empobrecimento da experiência», em Fenda, catálogo da exposição homónima patente no Centro de Arte e Cultura entre Abril e Outubro de 2023. Évora, FEA, pp. 105-117.

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