Perceção de Risco e Proteção da Saúde Mental em Adolescentes Europeus.

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Centro de Investigação em Educação, Instituto de Educação, Universidade do Minho

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Estudos nacionais e internacionais têm revelado que diversos adolescentes enfrentam problemas psicológicos. Para melhor conhecer e responder a esta problemátia foi criado o projeto europeu “Stronger Youth – Empowering Young People’s Social Competences and Soft Skills through Peer Mentoring”, financiado pelo programa ERASMUS+, envolvendo seis países (Itália, República Checa, Portugal, Polónia, Roménia e Espanha) visando a prevenção de problemas de depressão e de exclusão social entre adolescentes. Considerando as dificuldades associadas ao desenvolvimento e a aspetos contextuais dos adolescentes, é essencial conhecer o que contribui para a sua saúde mental e bem-estar. Neste sentido foi realizado um estudo empírico, em cada um dos países, sobre a perceção de problemas psicológicos e recursos dos adolescentes para lidar com tais problemas bem como sobre a perceção de risco e proteção em contextos importantes da sua vida. O presente estudo tem como objetivo conhecer a perceção de adolescentes sobre os aspetos considerados fatores de risco e de proteção da saúde mental nos contextos em que vivem (família, escola, pares e internet). Para a recolha de dados foi construído o Adolescents Well-Being Questionnaire seguindo diretrizes internacionais para a adaptação transcultural de instrumentos. Participaram no estudo 364 adolescentes, 57% raparigas e 40% rapazes com idades compreendidas entre os 14 anos e os 20 anos. Emergiram diversos aspetos do apoio familiar considerados protetores de saúde mental. A falta de apoio, abuso e negligência, pressão parental, controlo e instabilidade financeira por parte da família surgiram como fatores de risco. A escola como espaço seguro, marcado pela compreensão, professores tolerantes e motivadores e existência de Psicólogos foram considerados fatores protetores. Professores não apoiantes, pressão académica e barreiras financeiras emergiram como fatores de risco. A existência de pares confiáveis, compreensivos e apoiantes a nível emocional, na resolução de problemas e tomada de decisão foram considerados fatores protetores. Pares não confiáveis, não apoiantes, exercendo bullying e pressão foram tidos como fatores de risco. A internet emergiu como fator de proteção da saúde mental permitindo conhecer novas ideias, pessoas, obter apoio social e partilhar novas experiências. A diminuição da autoestima, a dependência, o cyberbullying, o assédio, a distorção da realidade e da vida, problemas de sono e de alimentação, fadiga e impaciência foram percecionados como fatores de risco da internet. O conhecimento sobre fatores de proteção e de risco da saúde mental do ponto de vista dos adolescentes forneceu pistas importantes para delinear intervenções promotoras de saúde mental que serão discutidas.

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Grácio, L., Carapeto, M. J. & Pires, H. (2025). Perceção de Risco e Proteção da Saúde Mental em Adolescentes Europeus. In B. Silva, L. S. Almeida, R. Alves, A. C. Santos, L. Dourado, A. Risso, M. Peralbo, E. B. Enriques, A. V. Aria & J. C. B. Blanco (Orgs.), Livro de atas do XVIII Congresso Internacional Galego-Português de Psicopedagogia (pp. 2677-2688). Centro de Investigação em Educação, Instituto de Educação, Universidade do Minho. ISBN 978-989-8525-88-8

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