Qualidade da água em reservatórios

dc.contributor.authorMORAIS, Manuela
dc.contributor.authorSOBRAL, Maria do Carmo
dc.contributor.authorSILVA, Helena
dc.contributor.authorMELO, Gustavo
dc.contributor.authorPEDRO, Ana
dc.contributor.authorCABRAL, Jaime
dc.contributor.authorSARMENTO, Paula
dc.date.accessioned2012-01-17T16:18:13Z
dc.date.available2012-01-17T16:18:13Z
dc.date.issued2011
dc.description.abstractO aumento da população humana e o crescente desenvolvimento tecnológico tem conduzido a um excessivo consumo de água consequentemente associado à degradação dos ecossistemas aquáticos. Por outro lado, a distribuição desigual da água a nível mundial tem contribuído para grandes desigualdades sociais e aumento da pobreza, gerando conflitos a nível global. Os conflitos relacionados com a água remontam à antiguidade, sendo possível identificar a existência de competição por este recurso em todos os períodos da história da humanidade (GLEICK, 1998; ROSADO & MORAIS, 2010). Esta problemática assume particular relevância nas regiões áridas e semiáridas, onde a escassez hídrica representa uma ameaça para a humanidade e para a biosfera como um todo. Nas regiões de clima mediterrânico a escassez de água é também uma realidade, contribuindo para tal, o clima com uma estação seca bem definida de temperaturas elevadas e uma grande variabilidade inter-anual da precipitação. Na região semiárida do Nordeste brasileiro, condicionantes físicas e climatológicas, representadas tanto pelos aspectos geomorfológicos e de formação dos solos, como pela escassez e a má distribuição da pluviosidade, que acarretam a intermitência da maioria dos rios da região, influenciam a qualidade e disponibilidade da água na região. Em alguns países da região mediterrânica o uso da água está a aproximar-se da capacidade máxima deste recurso, prevendo alguns autores que por volta de 2025 a disponibilidade de água per capita se reduza para menos de 50% do nível atual (Ragab & Hamdy, 2004). Mesmo no Brasil, que possui a maior disponibilidade hídrica do planeta, cerca de 13,8% do deflúvio médio mundial (5.744km3/ano), essa situação é preocupante. Aproximadamente 68,5% dos recursos hídricos brasileiros estão localizados na região Norte, na qual habitam apenas 7% da população brasileira, 6% estão na região Sudeste, com quase 43% da população e pouco mais de 3% na região Nordeste na qual habitam 29% da população e possuem áreas com extrema carência de água (BASSOI & GUAZELLI., 2004). Como resposta à crescente necessidade de água e apesar dos impactos a nível paisagístico, hidrológico, ecológico e social, a construção de barragens para criação de reservatórios estratégicos de água continua a ser a opção mais recorrente como forma de obter água onde esta é necessária (UN, 2006). O gerenciamento dos reservatórios é uma tarefa complexa, que demanda equipes interdisciplinares com competência para minimizar impactos, promover a otimização de usos múltiplos e gerenciar efetivamente o ecossistema artificial e sua evolução como bacia hidrográfica (TUNDISI, 2008). Convêm contudo ter presente que freqüentemente a utilização da água dos reservatórios para múltiplos usos, a inexistência de práticas agrícolas adequadas, a prática crescente da piscicultura, o deficiente tratamento dos efluentes domésticos e industriais, têm conduzido a um aumento da poluição e degradação destes ecossistemas. Surge assim a necessidade de avaliar o estado dos ecossistemas aquáticos interiores (rios e reservatórios), através de programas de monitoramento adaptados às diferentes realidades. Inicialmente, estes programas foram desenvolvidos tendo em consideração os diferentes usos da água, para os quais são definidos e legislados a nível de cada país, valores máximos admissíveis e recomendados. Contudo, a conscientização a nível global da progressiva contaminação dos ecossistemas aquáticos está conduzindo, principalmente na Europa, a um novo paradigma onde a água é considerada suporte das comunidades biológicas. Os ecossistemas aquáticos passam a ser avaliados numa perspectiva funcional, constituindo o objeto central do monitoramento. Abandona-se uma perspectiva antropocêntrica (água considerada unicamente como recurso para as atividades humanas) em benefício de uma visão ecocêntrica, direcionada para a qualidade e preservação dos ecossistemas aquáticos.por
dc.identifier.authoremailmmorais@uevora.pt
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dc.identifier.citationMORAIS M., M. DO C. SOBRAL, H. SILVA, G. MELO, A. PEDRO, J. J. S. P. CABRAL & P. SARMENTO, 2011 - Qualidade da água em reservatórios in Recursos Hídricos para a Convivência com o Semiárido, editado por Associação Brasileira de Recursos Hídricos (ABRH) e Cooperação Internacional do Semiárido (CISA): 301-330, ISBN 978-88-58868-630-4, Porto Alegre.por
dc.identifier.isbn978-88-58868-630-4
dc.identifier.scientificarea221por
dc.identifier.sharewithCentro Geofísica de Évora (CGE)por
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10174/3709
dc.language.isoporpor
dc.publisherAssociação Brasileira de Recursos Hídricos (ABRH) e Cooperação Internacional do Semiárido (CISA)por
dc.rightsopenAccesspor
dc.subjectqualidade da águapor
dc.subjectreservatóriospor
dc.subjectPortugalpor
dc.subjectBrasilpor
dc.titleQualidade da água em reservatóriospor
dc.typebookPartpor

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