Industrialização e Alteração da Paisagem no Alentejo: Da Pirite de S. Domingos ao Mármore do Anticlinal de Estremoz
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Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa
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A região do Alentejo, pese embora a sua génese agrária, conheceu a partir de meados
do século XIX uma progressiva modernização industrial, na qual se destacam as explorações dos recursos minerais do subsolo.
Esta actividade extractiva milenar desenvolveu-se, já em moldes modernos, para o século XIX em torno da Pirite do Baixo Alentejo, à qual se lhe juntaria no século seguinte os mármores do Anticlinal de Estremoz.
Estas explorações constituem focos de uma industrialização singular em contexto rural,
afirmando-se como especificidades sub-regionais, paralelas ao “quadro tradicional” do Alentejo, marcado pela paisagem de trigo e montado. Pela importância dos seus recursos geológicos, estas explorações constituíram-se como agentes activos na criação de locais patrimoniais, ao darem origem não só a um património industrial riquíssimo, como também a paisagens em constante transformação.
A exploração de uma mina ou pedreira requer a agilização de múltiplos processos. Tratam-se de obras de engenharia, demarcadas pelo seu tempo histórico, acompanhando ciclos produtivos e limitadas pela duração da utilidade da matéria extraída. Para isso, convocavam elementos precisos da ciência e da técnica, cujo resultado final se apresenta perante a modificação definitiva do solo e do subsolo, deixando na sua paisagem sinais evidentes de focos de industrialização nacional, passíveis de serem equiparados à áurea europeia.
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Citation
Quintas, Armando; Pereira, Vanessa Alexandra (2017). "Industrialização e Alteração da Paisagem no Alentejo: Da Pirite de S. Domingos ao Mármore do Anticlinal de Estremoz" in Pedro Fidalgo (Coord.) Estudo de Paisagem, Vol. I, Lisboa, Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da
Universidade Nova de Lisboa, 132-147. ISBN 978-972-96844-8-7