Os instrumentos de sopro no contexto musical sacro eborense: continuidade e transição
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A prática instrumental em Portugal, particularmente na cidade de Évora, entre os séculos XVI e XVIII consistiu maioritariamente na participação de instrumentos dentro de um contexto predominantemente sacro, com o seu maior expoente na actividade da Catedral da cidade. Durante todo o século XVII foi mantido um tipo de agrupamento instrumental típico das instituições religiosas quinhentistas, sendo composto na sua maioria por instrumentos de sopro (sacabuxa, cornetto e charamela). Porém, ao longo do século XVIII, o agrupamento instrumental activo na Sé de Évora foi gradualmente “actualizado” de acordo com os grupos de outras instituições portuguesas, nomeadamente da Patriarcal de Lisboa, o centro com maior produção e influência na música sacra portuguesa de setecentos. Durante o século XVIII foram introduzidos instrumentos de sopro de metal, como trombe ou corni, sintomas de um novo estilo – o stile concertato – acompanhando o passo dos compositores de influência italiana. Mais tardia foi a introdução de instrumentos de sopros de madeira, nomeadamente o oboé, clarinete e flauta. Este estudo faz um percurso dos vários tipos de agrupamentos musicais ao serviço da catedral, com particular detalhe nos instrumentos de sopro e a sua consequente introdução ao longo do século XVIII.
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Henriques, Luís. "Os instrumentos de sopro no contexto musical sacro eborense: continuidade e transição". Presença e Contexto da Flauta em Évora, 2.º FLAUTUÉ - Festival de Flauta Transversal, Biblioteca Pública de Évora, 10 de julho de 2017.