Duas experiências de hortas urbanas projetadas nas zonas tampão da cidade de Évora (Património Mundial) – PORTUGAL

Abstract

Na cidade de Évora, durante a última metade do século XX, construíram-se em áreas específicas da urbe diversos empreendimentos habitacionais de carater social. Na zona da Horta das Figueiras edificou, o Estado primeiro e posteriormente o município, vasta área habitacional financiada em parte por dinheiros públicos. Tais fogos destinaram-se a famílias de baixos rendimentos e a técnicos superiores que quisessem trabalhar em Évora. Destinados essencialmente ao aluguer, constatou-se que maioritariamente os arrendatários tinham uma origem rural tendo-se mudado para a cidade por razões económicas. No início dos anos 90, do século passado, a consolidar tal mancha habitacional promoveram-se alguns contratos de desenvolvimento, entre a Câmara Municipal de Évora, o Instituto Nacional de Habitação e empresas de construção civil as quais através de verbas com baixos juros edificaram fogos e comércios para venda a preços reduzidos. Foi para este leque populacional que o município eborense decidiu, em finais dos anos 80, realizar um projeto de hortas urbanas. Tal resolução foi originada pelo elevado nível freático de um espaço sobrante situado muito próximo do traçado da ferrovia e que obviamente não poderia ser destinada a edificação. Os parâmetros gerais de densidade urbana e espaço verde necessário administrativamente para esta vasta área urbana assim como os limitados meios monetários existentes para a realização e manutenção de um tão amplo espaço verde induziram a administração a concretizarem um projeto, à data pioneiro em Évora: hortas urbanas.

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