Inflação e Défice Orçamental: Que Relação em Portugal?
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Os principais determinantes da variação da inflação no período 1954-95 parecem ser a inflação externa (ou a sua variação) e a variação da taxa de câmbio efectiva do escudo. Verifica-se uma relação de longo prazo entre a taxa de inflação e a taxa de variação dos custos unitários de trabalho quase unitária, mas a resposta da variação da inflação ao erro de equilíbrio entre a taxa de inflação e a variação dos custos unitários é lenta e quase insignificante ao passo que a resposta dos custos unitários de trabalho a esse desequilíbrio é rápida e significativa o que sugere que a direcção de causalidade é muito mais pronunciada da taxa de inflação para os custos de trabalho, do que ao contrário. Isto parece significar que os salários se ajustam imediatamente ao crescimento da inflação, enquanto a inflação se ajusta lentamente ao crescimento dos salários. O saldo do Sector Público Administrativo em percentagem do PIB (SPA) não é significativo na relação de curto prazo, na equação da inflação, no entanto, é significativo na equação dos custos unitários de trabalho, o que pode implicar relação positiva indirecta entre a variação da inflação e o défice orçamental desfasado.
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Rosa, A.S. (2004), Inflação e Défice Orçamental: Que Relação em Portugal?, Documento de Trabalho nº 2005/17, Universidade de Évora, Departamento de Economia.