Raízes da criatividade no figurado popular cerâmico tradicional e contemporâneo. Contributos para uma abordagem.

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Cátedra UNESCO Universidade de Évora

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Vergilio Correia (Régua 1888 – Coimbra 1944) atribui a primeira definição antropológica de arte popular e intui uma ligação desta à arte primitiva. Ernesto de Sousa (Lisboa, 18 abril 1921 - 6 outubro 1988) virá também mais tarde a estabelecer de forma mais clara um paralelo entre a arte primitiva e a arte popular. Vergilio Correia encarando a segunda como uma sobrevivência contemporânea da primeira. Ernesto de Sousa investigando “modos mais fundamentais de pensar e ver, (…), mais próximos dos fundamentos da condição humana”. Este paralelo arte popular/arte primitiva é assim, portanto, referido a partir das propostas de Vergílio Correia e Ernesto de Sousa que o intuem na origem da criatividade popular e na ancestralidade. A criatividade, no entanto, não é um atributo unicamente humano, existindo em diversos animais. Encontramos pistas para esta ligação criatividade/artesanato também nas manifestações quer de artesanato figurativo tradicional, quer no artesanato figurativo contemporâneo. Este será o tema proposto nesta intervenção. Trata-se de parte de uma investigação mais vasta que decorre, sob a forma de tese de doutoramento em história de arte, pelo autor: O “Artesanato” como processo criativo: o exemplo da Barrística. Contributo para uma reflexão sobre a criatividade.

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