Misérables, infortunées, et reines parfois: femmes artistes portugaises en marge (XIXe-XXe siècles)

dc.contributor.authorLeandro, Sandra
dc.contributor.editorSIMON, Maria Cristina Pais
dc.date.accessioned2019-09-17T14:47:28Z
dc.date.available2019-09-17T14:47:28Z
dc.date.issued2019
dc.description.abstractSujeitos e objectos de desatenção, às vezes de desprezo, as pintoras e escultoras portuguesas e as obras que produziram no século XIX e início do XX, surgem, ou surgiram, muitas vezes à margem da História. Outras artistas há na outra banda, implantadas à força pela sua origem e nascimento. Que margens são estas? Como se podem atravessar? Orlam que caudal? Neste artigo, em idioma francês, são abordadas a vida e obra de várias mulheres artistas tentando apurar as causas dos diversos tipos de marginalidades que as suas trajectórias desenharam: pela sua condição geográfica, porque cometeram um crime, pela opção de se automarginalizarem, porque eram questionadas devido à sua orientação sexual, porque não tiveram descentes que lhes protegessem a memória, entre outras razões que importa compreender e ver de perto. Josefa Greno (1850-1902) com a sua história de amor fatal e de libertação através da Pintura, será um dos casos de estudo. Aprendendo o ofício por via autodidacta, o seu percurso torna claros os preconceitos de um tempo longo. A trajectória complexa e interessante da Rainha D. Amélia d’Orléans (1865-1951) será também alvo de atenção e a automarginalização de Isabel Boaventura (1870-1925) um outro exemplo. Neste último caso terá sido escolha pessoal nunca exibir a sua pintura? O que leva alguém a aparentemente optar pelo silêncio e pela invisibilidade? Na época que viveu, várias mulheres exibiam trabalhos nas exposições do Grémio Artístico, mais tarde na Sociedade Nacional de Belas-Artes, e também nas salas que alguns fotógrafos cediam. Porque não o fez? Pode-se imaginar que a sua índole era recatada, mas nunca se desvendarão totalmente as razões. Estudaremos estes e outros percursos que urge inscrever e integrar, de facto, numa História mais inteira, sobretudo tendo em conta os casos excepcionais pois «materializar uma fuga à norma tem enorme potencial atractivo».por
dc.identifier.authoremailsandraleandro7@gmail.com
dc.identifier.citationLEANDRO, Sandra - «Misérables, infortunées, et reines parfois: femmes artistes portugaises en marge (XIXe-XXe siècles)». In SIMON, Maria Cristina Pais - Marginalités au féminin dans le monde lusophone. Paris: Presses Sorbonne Nouvelle, 2019, p.297-317. ISBN 9782379060212.por
dc.identifier.isbn9782379060212
dc.identifier.scientificarea713por
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10174/25825
dc.language.isofrapor
dc.peerreviewedyespor
dc.publisherPresses Sorbonne Nouvellepor
dc.rightsrestrictedAccesspor
dc.subjectMulheres Artistas em Portugalpor
dc.subjectElisa Henslerpor
dc.subjectCondessa d'Edlapor
dc.subjectRainha D. Maria Piapor
dc.subjectReine Maria Piapor
dc.subjectComtesse d’Edlapor
dc.subjectJosefa Grenopor
dc.subjectAlbertina Falkerpor
dc.subjectRainha D. Améliapor
dc.subjectReine Amélie du Portugalpor
dc.subjectAmélie d'Orléanspor
dc.subjectIsabel Boaventurapor
dc.subjectEmília dos Santos Bragapor
dc.subjectFemmes artistes au Portugalpor
dc.subjectArte em Portugal nos séculos XIX e XXpor
dc.subjectPintoraspor
dc.subjectEscultoraspor
dc.subjectFemme Peintrespor
dc.subjectFemme Sculpteurspor
dc.subjectMarginalidadespor
dc.subjectMarginalitéspor
dc.subjectEstudos sobre as Mulheres em Portugalpor
dc.subjectÉtudes sur les femmes au Portugalpor
dc.titleMisérables, infortunées, et reines parfois: femmes artistes portugaises en marge (XIXe-XXe siècles)por
dc.typearticlepor

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