Cultura Visual: Ruturas com inércias e ignorâncias curriculares

Abstract

O capítulo procura identificar as razões que estão na origem de uma certa tendência para uma espécie de academicismo, mesmo considerando os tempos e os movimentos artísticos contemporâneos. Elucida as razões porque é que estas práticas de ensino artístico se cristalizaram no curriculum dando origem àquilo que é designado como “inércia” curricular. Apresenta a Cultura Visual como metodologia alternativa de ensino artístico, mais adequada para fazer face aos novos conceitos de visualidade e às novas estratégias de sedução e persuasão veiculadas pelas imagens que circulam no nosso espaço mediático. Estes objetivos requerem uma espécie de ruptura com o ensino artístico tradicional, pois admitem como elementos de estudo não só as tradicionais “obras de arte” como se abrem a um campo alargado de imagens e objetos de cultura material. Basta que veiculem valores, crenças, identidades, posicionamentos ético-políticos, etc. Porque assenta em questionamentos e indagações a Cultura Visual pode assumir-se como uma metodologia visual da pedagogia crítica e, nesse sentido, exige uma renovação e inovação das práticas em sala de aula.

Description

Citation

Charréu, L. (2011). ”Cultura Visual: Rupturas com inércias e ignorâncias curriculares” In Raimundo Martins & Irene Tourinho, (Orgs) Como e Porque Pensamos a Educação da Cultura Visual, Col. Cultura Visual e Educação (pp. 113-128). Santa Maria: Editora Universidade Federal de Santa Maria. ISBN: 978-85-7391-148- 0.

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