FREEWILL – Afectos da liberdade: Kit de práticas e outras coisas úteis
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ICNOVA - Instituto de Comunicação da NOVA
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A liberdade parece uma conquista garantida. Será? Votamos,expressamo-nos, escolhemos. Vivemos em democracia e também ela nos pode parecer um dado adquirido. Será? Pensamos, sentimos e acreditamos que quem nos representa no parlamento entende os princípios de liberda- de e igualdade como um direito de todos. Mas tanto a liberdade quanto a democracia são frágeis.
Princípio fundador da democracia, a liberdade é um valor comum, não um privilégio individual. A liberdade não é apenas o que fazemos ou dizemos, é também um sentimento partilhado de alegria, uma sensação de expansão, uma vibração colectiva. Esse sentimento é precioso. Encoraja-nos a perse- guir os nossos desejos e a imaginar um mundo mais justo, mais acolhedor e mais fraterno.
A liberdade é também um espaço interior onde, em princípio, somos livres de sentir, de pensar. Mas quando usamos a capacidade que temos de fazer escolhas em função da nossa vontade ou do nosso desejo, para tomar deci- sões, muitas vezes esquecemos que a liberdade está sempre condicionada por diversos factores externos: o que os outros dizem nas redes sociais, o que os meus amigos, colegas ou familiares pensam, mas também o que ouvimos na escola, na rádio e na televisão, as fake news, a manipulação emocional, a polarização. Como me sinto e me posiciono neste turbilhão de informação?
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Cantinho, B, Dinger, S. (2026). Teatro e Resistência, uma conversa com Ahmed Tobasi. The Freedom Theatre (Jenin, Palestina). In A. Pais (Ed.), FREEWILL – Afectos da liberdade: Kit de práticas e outras coisas úteis