Arrefecimento pós-paragem Cardiorespiratorio: Uso da Hipotermia Terapéutica

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Centro de Investigação em Ciências e Tecnologias da Saúde

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Embora tenha havido evolução e aperfeiçoamento das manobras de reanimação, a mortalidade dos pacientes vítimas de Paragem Cardiorrespiratória (PCR) persiste muito elevada (Rech & Vieira, 2010). A nível mundial, a taxa de sobrevivência média extra-hospital por PCR é apenas de 6%. Os que sobrevivem estão em risco de desenvolverem lesão neurológica. Objetivo: analisar a eficácia da hipotermia terapêutica realizada ao paciente sobrevivente de paragem cardiorrespiratória. Metodologia: pesquisa realizada em bases de dados internacionais (EBSCOhost, CHINHAL, MEDLINE Cochrane e SciELO), obtendo-se oito artigos publicados entre 2009 e 2011. A presente revisão sistemática da literatura envolveu o trabalho de dois revisores. A mesma foi realizada sem metasíntese e sem meta-análise. Adotou-se como estratégia metodológica a “pesquisa rigorosa que permite agrupar estudos primários extraindo deles a melhor evidência científica”(Ramalho, 2005:29). Com o intuito de conhecer os benefícios desta terapêutica, pretendemos responder à pergunta de investigação: Será que a hipotermia terapêutica realizada a pacientes sobreviventes de paragem cardiorrespiratória é eficaz? Conclusões: ficou evidenciado que a hipotermia terapêutica representa um importante avanço na melhoria das lesões neurológicas dos pacientes sobreviventes de paragem cardiorrespiratória. Assim, os pacientes inconscientes com circulação espontânea após paragem cardiorrespiratória extra-hospitalar devem ser submetidos a hipotermia quando o ritmo inicial for fibrilhação ventricular ou taquicardia ventricular sem pulso. Contudo, a hipotermia terapêutica pode ser benéfica para os outros ritmos e para o ambiente intra-hospitalar. Palavras-Chave: Hipotermia terapêutica; paragem cardiorrespiratória; paciente. Referências Deckard, M. & Ebright, P. (2011). Therapeutic Hypothermia After Cardiac Arrest: What, Why, Who, and How. American Nurse. jul; 6(7): 13-7. Ramalho, A. (2005). Manual para Redacção de Estudos e Projectos de Revisão Sistemática Com e Sem Metanálise: Estrutura, Funções e Utilização na Investigação em Enfermagem. Coimbra: Formasau. Rech, T. & Vieira, S. (2010). Hipotermia Terapêutica em Pacientes Pós-Parada Cardiorrespiratória: Mecanismos de Ação e Desenvolvimento de Protocolo Assistencial. Revista Brasileira de Terapia Intensiva. maio; 22(2): 196-205.

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Frias, Ana; Pereira, Ana; Louro, Isa (2012).Arrefecimento pós-paragem Cardiorespiratorio: Uso da Hipotermia Terapéutica. In Jesuíno, Jorge Correia; Lopes, Manuel José; Mendes, Felismina; Oliveira, Antónia Silva (coord). 11ª Conferência Internacional de Representações Sociais - III Colóquio Luso-Brasileiro sobre Saúde, Educação e Representações Sociais e V Fórum Internacional de Saúde, Envelhecimento e Representações Sociais. Évora, Universidade de Évora, Centro de Investigação em Ciências e Tecnologias da Saúde. Livro de Resumos. ISBN: 978-989-20-3167-5.

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