O programa reedificado da vila de Mourão e a persistência de formas clássicas na época barroca (ca. 1681-1750)
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Instituto de História da Arte - Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa
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No período moderno, tornando-se a edificação em arte e ciência, alguns dos seus distintos aspectos desenvolveram-se segundo necessidades sobretudo funcionais, que definiram ciclos identificáveis na arquitectura portuguesa através de formas e concepções sóbrias. Considerando-se a génese do Classicismo desde meados do séc. XVI e a influência do fomento de programas de fortificação militar do séc. XVII na redefinição urbana, apresenta-se o caso da edificação da Vila de Mourão (Alentejo), como exemplo de arranjo a partir da nova fortificação sobre o aglomerado medieval entretanto arrasado, que veio a conservar elementos de classicismo depurado, num contexto que é, porém, de viragem para a afirmação do Barroco, mas introduzindo sinais tendentes à concepção que transforma os focos urbanos em cenários de expressão social, a que concorrem traçados de fachadas, ruas e praças.
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Manuel Francisco Soares do Patrocínio
«O programa reedificado da vila de Mourão e a persistência de formas clássicas na época barroca (ca. 1681-1750)». Revista de História da Arte. Nº 9 (Lisboa, Instituto de História da Arte - FCSH/UNL), 39-53.