Fertilidade de vacas leiteiras de alta produção inseminadas com sémen sexado de touros Angus, para cromossoma-Y, fresco ou congelado.

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APEZ - Associação Portuguesa de Engenharia Zootécnica

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O objetivo deste trabalho foi avaliar a fertilidade (vacas prenhes/vacas inseminadas) de vacas leiteiras de alta produção após inseminação com sémen sexado para cromossoma- Y fresco ou congelado de touros Angus. Foram utilizadas vacas Holstein multíparas de três explorações comerciais com 3000 a 9500 vacas em lactação. As vacas foram submetidas para a inseminação com protocolo de Presynch-Ovsynch para a primeira inseminação e com o protocolo Ovsynch56 para a segunda ou mais inseminações. No dia da inseminação artificial a tempo fixo, as vacas foram aleatoriamente distribuídas em 3 grupos experimentais de acordo com o tipo de sémen a ser utilizado: 1) sémen convencional congelado (CONV, n=2005), 2) sémen sexado para cromossoma-Y fresco (SS-Fresco, n=2645), e 3) sémen sexado para cromossoma-Y congelado (SS-Cong, n=1772). Foi utilizado sémen de 4 touros Angus igualmente distribuído em cada grupo. O sémen sexado foi obtido por citometria de fluxo com um grau de pureza de 90%. O número de espermatozoides por palhinha era de 25 milhões para o tratamento CONV e de 4 milhões para as doses SS-Fresco e SS-Cong. O sémen foi utilizado dentro de 48 horas apos a recolha e processamento. O diagnostico de gestação foi realizado por ecografia aos 32 dias e aos 60 dias apos a inseminação, sendo as vacas seguidas até ao porto. Os dados foram analisados com o PROC MIXED e GLIMMIX do SAS. O modelo incluiu o efeito fixo de grupo experimental, paridade, número de inseminação, produção de leite, e a interação entre estas variáveis. O efeito de animal dentro da exploração foi incluído como efeito aleatório. No dia da inseminação, o número de lactações (3,2±0,02), os dias em lactação (98,1±0,7), e a produção de leite (52,1±0,2 kg) não eram diferentes (P>0.10) entre os grupos. Aos 32 dias após a inseminação, a fertilidade era semelhante (P>0.47) entre as vacas dos grupos CONV e SS-Fresco (41,2% e 39,7%, respetivamente) mas inferior (P<0.01) nas vacas do grupo SS-Cong (32,6%). A perda de gestação entre os 32 dias e o parto não foi diferente (P=0.11) entre os grupos experimentais (13,1% vs. 15,2% vs. 11,4% para CONV vs. SS-Fresco vs. SS-Cong, respetivamente). A percentagem de nascimento de machos foi superior (P<0.01) nas vacas inseminadas SSFresco e SS-Cong comparado com CONV (91,4% vs. 92,3% vs. 57,3%, respetivamente). A duração da gestação não foi diferente (P=0.66) entre os grupos, sendo em média de 278,9±0,2 dias. A utilização de sémen sexado fresco permite a obtenção de eficiência reprodutiva equivalente a obtida com sémen convencional e aumenta o nascimento de machos.

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Carvalho, P. D., V. G. Santos, E. Maia, S. Westberry, C. Gonzalez-Marin, J. Deeb, J. Moreno, e P. J. Ross. 2025. Fertilidade de vacas leiteiras de alta produção inseminadas com sémen sexado de touros Angus, para cromossoma-Y, fresco ou congelado. XXV Congresso de Zootecnia. Portugal

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