Recuperação da cerca do Convento de Cristo em Tomar

dc.contributor.advisorTelles, Gonçalo Ribeiro
dc.contributor.authorBarbosa, Álvaro José
dc.date.accessioned2015-01-08T11:59:25Z
dc.date.available2015-01-08T11:59:25Z
dc.date.issued1995
dc.description.abstractIntrodução - A origem do território português reporta-se a Era Secundária (Mesozóico), quando se dá a fractura da massa emersa do Planeta, originalmente agrupada num único continente: a Pangea. Essa fractura decorre durante o segundo período do Mesozóico, o Jurássico, há cerca de duzentos milhões de anos. O supercontinente da Pangea dará origem as diversas placas continentais que iniciarão um afastamento progressivo entre si: é a deriva dos continentes. Este afastamento provocará, no litoral da Meseta Ibérica, a entrada gradual de braços de mar, dando origem a mares interiores, com os sucessivos ciclos de avanços e recuos do nível das marés intercontinentais, (houve três grandes ciclos durante o Mesozóico; um no Jurássico e dois no Gretado). - A REGIÃO DE TOMAR. FORMAÇÃO GEOLOGICA - No período Jurássico, foi a região de Tomar parte integrante de um grande mar interior. Este mar era uma sucessão de lagos que começava em Sintra, e por Alenquer se estendia à região de Tomar, bordando o enrugamento do sistema orográfico central da Meseta Ibérica, desde Montejunto a Guadarrama, estendendo-se pelos vales do Sôr e do Raia até aos contrafortes dos montes Toledanos, para a seguir, atravessando o noroeste do Baixo Alentejo, ir confinar-se na região do Cabo de Sines. O Vale do Nabão, era então uma baixa desse mar de clima tropical. Escavações levadas a cabo a noroeste deste vale, junto ao grupo de morros da Freguesia da Pedreira, trouxeram a descoberto um fóssil de réptil, bem como diversos fósseis zoomórficos e fitomórficos dessa recuada Era ainda hoje, passeando pelos morros da Pedreira, facilmente encontramos fósseis de amonites que os cortadores de pedra rejeitaram aquando da extração de calcáreo para a construção. Com a subida da Meseta Ibérica, esse mar interior recuou, originando a formação de lagunas pantanosas que durante o cenozóico, foram secando para dar lugar às terras baixas das lezírias do Tejo e do Sado, e às Várzeas do Nabão. O carácter pantanoso das Várzeas do Nabão, conhecido nos primórdios de Portugal, advém porventura deste remoto passado geoclimático. O certo é que os primeiros Reis de Portugal, para propiciarem a fixação de povoações nesta região, realizaram grandes obras de assoreamento do Nabão, o qual, era então um rio de leito instável, pródigo na formação de mouchões e pauis. Orográficamente, o Vale do Nabão, surge na confluência do Maciço Antigo nascente, representado pela Serra de Tomar; com o Maciço do Jurássico poente e a norte representado pela Serra da Sabacheira (extremo nordeste do istema Montejunto - Serra d' Aire). Daí a diversidade da paisagem colinar do Vale do Nabão: a nascente, de relevo sua,,,-e, por vezes com a fisionomia da planície; a norte/poente de relevo acentuado e com fraca extensão orográfica o que dá à paisagem a expressão de agrupamentos de morros, alguns, com cabeços proeminentes. Para sul o Vale do Nabão desce para se juntar ao do Zêzere na Bacia Hidrográfica do'Pejo.por
dc.identifier.authoremailteses@bib.uevora.pt
dc.identifier.scientificarea739por
dc.identifier.sharewithdep. Artespor
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10174/12346
dc.language.isoporpor
dc.publisherUniversidade de Évorapor
dc.rightsopenAccesspor
dc.subjectPatrimónio arquitectónicopor
dc.subjectRecuperaçãopor
dc.subjectConvento de Cristopor
dc.subjectTomar (Portugal)por
dc.titleRecuperação da cerca do Convento de Cristo em Tomarpor
dc.typemasterThesispor

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