Nos limites do Império: dinâmicas de povoamento na transição para a Antiguidade Tardia no Alto Alentejo
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Imprensa da Universidade de Coimbra
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Entre os séculos V e VI o território do Alto Alentejo assiste a profundas alterações na sua rede de povoamento. A densa rede de sítios que havia caracteriza- do o Império romano modifica-se: alguns espaços, mais periféricos, parecem esvaziar- -se totalmente, e em outros assiste-se a fenómenos de concentração de povoamento, abandonando-se alguns locais em detrimento de outros. Por todo este território parece simplificar-se a pirâmide de povoamento que caracteriza a hierarquia de sítios em época romana, com o desaparecimento das pequenas unidades e a consolidação de algumas propriedades em ampliação progressiva. Sendo uma região onde em época imperial o tecido urbano estava pouco consolidado, com poucas urbs registadas no actual momento da investigação, o estudo das dinâmicas centradas no povoamento rural assume um especial interesse como forma de avaliação do prestígio e poder das elites fundiárias. Desse modo, além da tendência geral, observa-se com particular atenção o que ocorre em algumas das maiores villae do Alto Alentejo.
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Carneiro, André (2017) Nos limites do Império: dinâmicas de povoamento na transição para a Antiguidade Tardia no Alto Alentejo. In: Carneiro, A. e Teixeira, C. (eds.) Arqueologia da Transição: entre o mundo romano e a Idade Média, Coimbra, p. 39-64