Norma e Variação na Memória Gramatical do Português como Língua não Materna (1662-1910)

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Universidade de Aveiro

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Tanto quanto é possível saber-se, datam da segunda metade do século XVII os primeiros textos gramaticais do português como língua não materna. Daí até 1910 (termo ad quem deste trabalho), é possível recensear-se um corpus de cerca de trinta gramáticas de português como língua estrangeira, todas elas escritas em inglês, francês, italiano e espanhol por autores de nacionalidades diversas (brasileira, portuguesa, francesa, italiana, inglesa, espanhola e americana) e publicadas em Inglaterra, Estados Unidos, França, Itália, Alemanha e Espanha. Mais do que gramáticas especulativas e teóricas, estas obras são, na sua grande maioria, de natureza prática e normativa, adequadas à descrição do uso comunicativo da língua, ainda que, com maior frequência, as duas perspectivas gramaticais – a especulativa e teórica vs a prática e pedagógica – dêem origem a obras mistas do ponto de vista da sua concepção. Pretende-se neste trabalho analisar vários rostos que o português como língua estrangeira (PLE) adquiriu, ora em contexto anglófono, ora no quadro do espaço linguístico românico, no que respeita a aspectos de normalização e variação linguística presentes em obras prescritas por excelência.

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