Intervenção psicológica em contextos educativos: A emergência de um modelo ecológico-desenvolvimental

dc.contributor.authorMelo, Madalena
dc.contributor.authorPereira, Tiago
dc.contributor.editorPereira, Tiago
dc.contributor.editorAlbuquerque, D'Arcy
dc.date.accessioned2013-01-15T11:20:44Z
dc.date.available2013-01-15T11:20:44Z
dc.date.issued2012-12-12
dc.description.abstractA intervenção psicológica em contextos educativos tem sido pautada por abordagens e modelos centrados num paradigma médico-psicológico, baseado nos pressupostos médicos de doença e causalidade interna dos problemas de aprendizagem da criança — se a criança não aprendia era porque havia algo de errado dentro dela (Bairrão, 1985, 1995; Loxley, 1980). O foco no indivíduo levou a uma ênfase nas diferenças individuais e a uma tendência para ignorar o papel das variáveis sociais e ambientais no desenvolvimento, bem como à concepção de que a criança é responsável pelos seus problemas de aprendizagem (Siegel & Cole, 2003). O falhanço das intervenções baseadas nestes pressupostos levou, gradualmente, à implementação de novas modalidades de intervenção, baseadas na ideia de que a pessoa e o seu ambiente não formam entidades separadas, de que a pessoa é uma parte activa e intencional do ambiente em que interage. Os ambientes directos em que a pessoa interage estão embebidos num ambiente mais amplo, com as suas propriedades físicas, sociais e culturais, que operam directa e indirectamente em todos os níveis da interacção pessoaambiente (Bronfenbrenner, 1979, 1995, 1999, 2005). O desenvolvimento humano poderá, então, ser entendido como um processo cultural — as pessoas desenvolvem-se como participantes nas suas comunidades culturais (Rogoff, 2003). Esta reconstrução da psicologia da educação implica que o psicólogo adopte novos papéis de intervenção, que lhe permitam actuar, não com problemas individuais descontextualizados, mas dentro de um sistema (do qual ele é também parte interveniente) com todos os seus participantes, tendo em conta que a mudança num elemento do contexto vai influenciar todos os outros elementos. A intervenção será, assim, fundamentalmente através de projectos centrados na escola, mas num contexto de relação de feed-back com a comunidade e envolvendo os vários elementos que participam nos contextos mais relevantes. Isto não implica a recusa de serviços directos e de intervenções individuais; antes significa que qualquer intervenção requer a participação do sistema social da criança e de todos os seus elementos significativos (Reynolds & Miller, 2003). Esta comunicação pretende apresentar uma experiência de intervenção psicológica em contexto escolar baseada nestes pressupostos e reflectir sobre as potencialidades de um modelo ecológico – desenvolvimental na prática da psicologia da educação.por
dc.identifier.authoremailmmm@uevora.pt
dc.identifier.authoremailtpereira@uevora.pt
dc.identifier.isbn978-989-8408-05-1
dc.identifier.scientificarea681por
dc.identifier.sharewithCIDEHUS
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10174/7290
dc.language.isoporpor
dc.publisherEdições Aloendropor
dc.rightsopenAccesspor
dc.titleIntervenção psicológica em contextos educativos: A emergência de um modelo ecológico-desenvolvimentalpor
dc.typebookPartpor

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