"Os espaços de troca no tecido urbano de Faro: do alpendre medieval aos mercados cobertos"
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AmbiFaro
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Neste capítulo pretendemos fornecer uma descrição dos lugares de mercado em Faro, entre os séculos XV e XIX, dando especial atenção à forma como foram planeados para receber a atividade mercantil18. A organização e regulação do espaço de trocas tem raízes na Antiguidade. Os Gre- gos e os Romanos tinham edifícios próprios para funcionarem, unicamente, como mercados e onde as autoridades podiam exercer o controlo. Veja-se, a título de exemplo, a Stoa de Átalo, em Atenas, ou o mercado de Trajano, em Roma, com fachada porticada e galerias abobadadas, respetivamente, sob a qual se recolhiam os vendedores . Dessa herança clássica, permanecerá a tipologia arquitetónica que se carateriza por os edifícios possuírem no piso térreo um conjunto de colunas ou arcos. Estes padrões construtivos encontramo-los nalgumas cidades e vilas portuguesas, indicando espaços onde se mercadejava. Porém, essas continuidades só se observam à medida que as urbes se tornaram mais estáveis economicamente. É o que parece ter acontecido com Faro.
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Citation
PEREIRA, Daniela Nunes, 2017. "Os espaços de troca no tecido urbano de Faro: do alpendre medieval aos mercados cobertos". In O Mercado de Faro uma herança mediterrânea. Faro: AmbiFaro. Depósito Legal 432903/17