Qualidade e inovação: principais implicações nas organizações portuguesas
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Edições Sílabo
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A Gestão da Qualidade Total tem sido amplamente aceite como um modelo de gestão que reforça as vantagens competitivas das empresas que o implementam com sucesso. Contudo, as condições de mercado alteram-se frequentemente e as organizações têm que se adaptar, mantendo a qualidade e, simultaneamente, tornarem-se flexíveis, possuindo capacidade de resposta e criatividade, o que significa serem inovadoras.
Inovar sem qualidade poderá conduzir a organização a um resultado efémero. Porém, o mercado pode não reconhecer essa inovação desprovida de qualidade. Neste sentido, é possível detectar sinais de convergência entre os conceitos de qualidade e inovação, que poderão resultar em benefícios recíprocos no âmbito das organizações.
A qualidade com vista à satisfação do cliente final é o outro lado da inovação, cuja finalidade será criar valor. Em suma, o resultado da implementação de estratégias de qualidade e de inovação conduzirão à criação de valor e, consequentemente, ao aumento da competitividade das organizações.
Com base no principal instrumento de recolha estatística de informação sobre Inovação da União Europeia, o Inquérito Comunitário à Inovação (Community Innovation Survey – CIS), este artigo analisa o processo e os efeitos da inovação na economia portuguesa. Esta análise permitiu obter uma visão global e efectuar comparações relativas à inovação empresarial, nos estados membros da União Europeia e, particularmente, em Portugal.
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SARAIVA, Margarida e Ana Rolo (2009), “Qualidade e inovação: principais implicações nas organizações portuguesas”, in TMQ - Qualidade: Gestão da Qualidade numa perspectiva multi e interdisciplinar, Margarida Saraiva e António Teixeira (Editores), N.º 0, Lisboa: Edições Sílabo, pp. 95-121. ISBN: 978-972-618-481-2