A Europa que atravessa o Atlântico, 1500-1625
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Rio de Janeiro, Editora Civilização Brasileira
Abstract
A Europa que atravessa o Atlântico (1500-1625) estuda os europeus, ou seja os naturais do continente europeu que circularam pelo Atlântico, mas também os modelos culturais que com eles se trasladaram. Defende-se, por um lado, a profunda e indissociável imbricação de motivações e impulsos europeus para a ocupação de novos territórios no continente americano e, por outro, a subalternidade que Lisboa conferia nos seus processos decisórios às questões do Atlântico relativamente às do Estado da Índia. Circunscrevendo ao Brasil, pretende demonstrar-se que o aparecimento deste território, enquanto unidade político-administrativa integrante da monarquia portuguesa, dependeu da confluência e concorrência de interesses quer dentro da Europa, quer de outras partes da Europa entretanto disseminadas por outras áreas geográficas do globo. A concretizar esta ideia analisam-se os fluxos de emigração para os distintos espaços e as suas distintas características sociais, bem como as consequências da fluidez das fronteiras. Termina-se com a análise da conjuntura de 1580-1640 entendo-a como um dos primeiros momentos de confronto de interesses divergentes e contrapostos entre o centro e as periferias ultramarinas da Monarquia Hispânica, a propósito da liberdade de circulação e da mobilidade dos estrangeiros, muito particularmente dos portugueses.
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Citation
Cunha, Mafalda Soares da, "A Europa que atravessa o Atlântico, 1500-1625". In João Fragoso e Maria de Fátima Gouvêa (orgs.), O Brasil Colonial, vol. I, Rio de Janeiro, Editora Civilização Brasileira, 2014, pp. 271-314. (ISBN: 978-85-200-0944-4).