“Manuel de Falla: O Retábulo de Mestre Pedro (1922)”

Loading...
Thumbnail Image

Journal Title

Journal ISSN

Volume Title

Publisher

RDP - Antena2

Abstract

Na fervilhante Paris das primeiras décadas do século, canto do cisne da belle époque, a Princesa de Polignac reinou entre os artistas como uma das mais insignes mecenas. Americana de nascimento, herdeira das famosas máquinas Singer (perdoe-se-me a publicidade), mulher discreta e de grande elegância, aceitara casar em segundas núpcias com o Príncipe Edmond de Polignac (que, como ela, frequentava o sexo oposto sem lhe votar as suas preferências amorosas). O conveniente matrimónio entre estas duas figuras elegantes e independentes, na sua vida privada e nas suas relações, fora arranjado por Robert de Montesquiou, homem de letras, ao mesmo tempo ilustre e extravagante, sobejamente caricaturado na época, próximo de Proust e modelo literário do seu famoso Barão de Charlus. Em Paris e em Veneza, a princesa de Polignac manterá famosos salões nos quais recebe alguns dos mais notáveis músicos do tempo. Fará estrear obras dos jovens e mais brilhantes compositores franceses de então – Debussy, Fauré, Chabrier… Para ela escreverá Ravel a sua Pavana para uma Infanta Defunta, Stravinsky o seu Renard, Satie o seu Socrate entre tantos, tantos outros…

Description

Keywords

Citation

Endorsement

Review

Supplemented By

Referenced By