Musica instrumentalis: experimentação e técnicas não convencionais nos séculos XX e XXI
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Edições Húmus
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O timbre emergiu no século XX com uma força proporcional ao progressivo desmembramento de uma prática composicional e linguagem musical comum. Se, na música concreta e eletrónica, o tratamento do timbre se processou na interação entre o compositor e a tecnologia disponível, a exploração desse parâmetro nos instrumentos da tradição erudita ocidental redefiniu a conceção de cada um desses instrumentos, bem como dos respectivos intérpretes, performance, e relação intérprete-compositor, distinta da tradição recebida do romantismo.
Não obstante o crescente interesse musicológico na performance, por contraposição ao texto musical, como fonte criação de sentido, a reflexão em torno da sua transformação pela invenção tímbrica carece ainda de reflexão. Procurando minimizar essa lacuna, apresenta-se o conjunto dos ensaios agora reunidos que, ao longo de quinze capítulos, produzem reflexão sobre a escrita para diversos instrumentos nos séculos XX e XXI; organizados de acordo com a enunciação dos naipes de orquestra, esses capítulos reportam-se aos instrumentos de cordas, às madeiras, aos metais, à percussão, a que se acrescentam a guitarra e o piano.
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AAVV (2019). Musica instrumentalis: experimentação e técnicas não convencionais nos séculos XX e XXI (Eds. Ângelo Martingo e Ana Telles). Vila Nova de Famalicão: Edições Húmus