Perspectivas e expectativas em relação à formação inicial e à profissão de educadora de infância.

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Universidade do Minho

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O saber profissional do docente é o resultado da “mobilização, produção e utilização de diversos saberes (científicos, pedagógico-didácticos, organizacionais, técnico-práticos) estruturados e integrados adequadamente em função da acção concreta a desenvolver em cada situação de prática profissional”(Ponte, 2004). Enquanto que a componente académica do curso influi pouco nas perspectivas e práticas do formando, as experiências práticas têm uma influência potencialmente mais significativa (Rodríguez, 1995). As primeiras experiências na docência, realizadas autonomamente, confinam em si, um amplo conjunto de intensas aprendizagens determinantes para a construção e desenvolvimento profissional e pessoal da educadora de infância. É na formação inicial que constrói as bases do seu conhecimento e desenvolvimento profissional e o estágio pedagógico, sendo a ultima etapa do processo de formação inicial, encerra um ciclo, mas não o processo de formação, devendo funcionar como base para a construção de uma política de formação permanente. Devido à rápida evolução do conhecimento, à complexidade e imprevisibilidade do ensino, a formação inicial de professores é um período de formação não auto-suficiente e com carácter condicionante para a preparação posterior do profissional (Rodríguez, 1995). O corte entre o ideal e o real, ou seja, entre a teoria, adquirida na formação inicial, e a realidade educativa, a ambiguidade do papel desempenhado pelo educador principiante, numa sociedade em constantes mudanças, a multiplicidade de papéis que estão atribuídos aos mesmos, logo a partir do seu primeiro dia de profissão, transformam a iniciação num contexto propício ao aparecimento de dúvidas e questões (Silva, 1997). Nesta comunicação apresentamos parte de um estudo empírico desenvolvido numa dissertação realizada no âmbito do mestrado em Supervisão Pedagógica. Com este estudo procurámos perceber quais as perspectivas, das alunas finalistas, em relação à sua formação inicial e à profissão de educadora de infância e quais as suas expectativas em relação ao inicio da profissão. A opção desta temática prende-se acima de tudo, com a constatação de que o nosso primeiro ano de trabalho, como educadora de infância, foi um desafio a vários níveis, sobretudo pela ausência de supervisão pedagógica. Neste estudo foram utilizados inquéritos por questionário que aplicámos na turma de 4.º ano da Licenciatura em Educação de Infância, da Universidade de Évora, no final do ano lectivo 2005/06, após a conclusão do estágio pedagógico. A informação recolhida foi sujeita a análise de conteúdo e os resultados são apresentados na presente comunicação.

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Graciano, A. R. & Fialho, I. (2008). Perspectivas e expectativas em relação à formação inicial e à profissão de educadora de infância. 1.º Congresso Internacional em Estudos da Criança. "Infâncias possíveis, mundos reais". Braga: Instituto de Estudos da Criança, Universidade do Minho, 285.

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