Os trabalhos individuais educativos e a qualidade no ensino das ciências em Portugal na I República

dc.contributor.authorBonito, Jorge
dc.contributor.authorDiniz, Aires
dc.contributor.editorFerreira, N.
dc.contributor.editorPereira, M.
dc.contributor.editorSilva, S.
dc.date.accessioned2012-02-01T11:50:50Z
dc.date.available2012-02-01T11:50:50Z
dc.date.issued2009
dc.description.abstractFoi preciso esperar pelo final do século XIX para que o contrapeso da escola portuguesa laica obrigatória tornasse o ensino mais realista, democrático, objectivo e útil, quer para o mercado de trabalho quer para o prosseguimento de estudos. No ensino das ciências físico-químicas e naturais adoptavam-se, nos Estados Unidos da América, metodologias que procuravam desenvolver as capacidades de observação e de experimentação, essenciais tanto do ponto de vista moral como do ponto de vista intelectual. Conhecendo, seguramente, estes princípios, José de Matos Sobral Cid, Ministro de Instrução Pública do Governo Português em 1914, cria em 26 de Setembro (Decreto 896), os Trabalhos Individuais Educativos (TIE), apresentando a sua fundamentação, com objectividade e recomendações didácticas. Para isso, determina de imediato, no primeiro artigo, que “nos liceus onde haja material didáctico suficiente, e instalações adequadas, são os reitores autorizados a prover à instituição de cursos de trabalhos individuais educativos destinados aos alunos das 6.ª e 7.ª classes, nas seguintes disciplinas: física, química, sciências biológicas e geológicas, e geografia”. Na instrução secundária, estabelece que estes trabalhos devem fazer a educação do aluno de forma a “desenvolver as suas faculdades de investigação e habituá-lo à prática dum método de estudo e trabalho que possa aproveitar-lhe, qualquer que seja a carreira a que se destine”. Além disso, os TIE “constituem um excelente meio de despertar o interesse, provocar a iniciativa, cultivar a personalidade e desenvolver as faculdades de observação e experiência”. O legislador previu, ainda, alguma articulação do ensino secundário com as Universidades, pois afirma que pode vir a convidá-las a colaborar através dos seus museus, laboratórios e gabinetes, de forma a que os professores deste nível de docência, que desejem aperfeiçoar os seus conhecimentos técnicos, para melhor desempenho das funções que lhes exigem estas novas directrizes, o possam fazer com sucesso. A Portaria n.º 239 de 26 de Setembro de 1914, apresenta um conjunto de instruções sobre os TIE, sendo nela definidos como trabalhos executados pelos alunos, sob a direcção de um ou mais professores, em laboratórios, museus ou no campo, em excursões devidamente preparadas, trabalhos em que se deve visar principalmente, não a instrução literária do aluno, mas sobretudo, a sua educação científica, procurando criar nele hábitos de investigação e crítica. Este trabalho procurará, num primeiro momento, construir um quadro sinóptico entre a fundamentação e as orientações dos TIE e as actuais correntes didácticas para o ensino das ciências, particularmente as que dizem respeito ao ensino experimental. Notar-se-á uma quase coincidência de ideias base que plasmam os TIE de 1914 com as actividades práticas experimentais de hoje. E, precisamente face a esta característica, procuraremos lançar as primeiras bases 2 para descortinar as origens deste pensamento no percurso pessoal e académico de José Sobral Cid e da sua equipa ministerial.por
dc.identifier.authoremailjbonito@uevora.pt
dc.identifier.authoremailaires.diniz@hotmail.com
dc.identifier.isbn978-85-7812-030-6
dc.identifier.principalpublicationtitleAnais do IX Congresso Iberoamericano de História da Educação Latino-Americana – Educação, Autonomia e Identidades na América Latina
dc.identifier.scientificarea229por
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10174/4834
dc.language.isoporpor
dc.peerreviewedyespor
dc.publisherUniversidade Estadual do Rio de Janeiropor
dc.rightsopenAccesspor
dc.subjectEnsino secundáriopor
dc.subjecttrabalhos individuais educativospor
dc.subjectI Repúblicapor
dc.titleOs trabalhos individuais educativos e a qualidade no ensino das ciências em Portugal na I Repúblicapor
dc.typearticlepor
degois.publication.locationRio de Janeiropor

Files

Original bundle

Now showing 1 - 1 of 1
Loading...
Thumbnail Image
Name:
Bonito_Diniz.pdf
Size:
520.1 KB
Format:
Adobe Portable Document Format

License bundle

Now showing 1 - 1 of 1
Loading...
Thumbnail Image
Name:
license.txt
Size:
3.89 KB
Format:
Item-specific license agreed upon to submission
Description: