Governar uma casa. Os Bragança nos séculos XVI e XVII
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Município de Arcos de Valdevez
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A pergunta central deste texto é quais foram os principais mecanismos e estratégias reprodutivas das casas senhoriais em épocas anteriores às transformações ocorridas no século XIX. O estudo de caso é a casa ducal de Bragança e parte da hipótese de que o governo de uma casa senhorial corresponde a um processo nem sempre linear e é relativamente longo. Importa, por isso, destacar que, no início das suas trajetórias, os grupos familiares privilegiaram um sistema linhagístico e um sistema de heranças mais igualitário. A consolidação social e política do grupo familiar introduziu alterações
nesse modelo, implicando uma transmissão concentrada de bens e o favorecimento de um herdeiro principal. As fronteiras entre estes dois modelos são muitas vezes ténues, mas não são invisíveis. Os Bragança seguiram esse modelo, pois só no século XVI deram preferência ao governo da casa. Esta reordenação de prioridades levou-os a orientar as suas decisões estratégicas em função da conservação da casa, buscando uma crescente ‘racionalidade’ na administração do seu senhorio.
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CUNHA, Mafalda Soares da. “Governar uma casa. Os Bragança nos séculos XVI e XVII” in Atas do 6.º Congresso Internacional Casa Nobre – Um Património para o Futuro, org. Joana Lencart, Nuno Soares, Armando Malheiro da Silva, Luís Damásio e João Carlos Gachineiro, Município de Arcos de Valdevez, 2024, pp. 217-226. ISBN: 978-972-9136-92-4.