Os académicos eborenses na primeira metade de seiscentos : a poética e a autonomização do literário

dc.contributor.advisorAlves, Hélio J. S.
dc.contributor.authorPires, Maria da Conceição Ferreira
dc.date.accessioned2017-06-06T10:41:52Z
dc.date.available2017-06-06T10:41:52Z
dc.date.issued2003-11
dc.description.abstractPREFÁCIO: O texto que ora se apresenta corresponde a uma versão retocada da dissertação de mestrado em Literaturas e Poéticas Comparadas defendida por nós, em Março de 2004, na Universidade de Évora e visa contribuir, ainda que de forma modesta, para um melhor entendimento da actividade de teorização e de critica literárias que se desenvolveu em Portugal, nas primeiras décadas do século XVII, com especial destaque para o desempenho dos letrados ligados ao círculo académico da região de Évora. Foi um campo de investigação que nos seduziu, porquanto se tratava de indagar acerca dos fundamentos iniciais daquela actividade e de, em simultâneo, prestar homenagem a dois ilustres intelectuais eborenses, o chantre Manuel Severim de Faria e o licenciado Manuel Pires de Almeida, pelo papel por ambos assumido no desenvolvimento da cultura seiscentista e na configuração de um espaço literário que, lenta, mas visivelmente, ensaiava os primeiros passos rumo à emancipação. Não obstante ter sido um trabalho que exigiu uma atenção meticulosa e longas horas de pesquisa em busca de informação dispersa e porventura inédita, à medida que fomos adentrando este campo de estudo, confrontámo-nos com sentimentos contraditórios: de um lado, a sensação jubilosa por podermos aprofundar conhecimentos sobre a obra de alguns dos vultos mais revelantes da cultura portuguesa de Seiscentos, com a particularidade de os seus nomes aparecerem ligados ao movimento académico centrado em tomo da cidade de Évora; do outro, a percepção dolorosa de que os nossos projectos ficam sempre aquém da ambição original e que, das múltiplas e complexas facetas da realidade de uma época, apenas uma parcela muito diminuta conseguimos reter. Ainda assim, nos momentos mais difíceis, animou-nos o propósito de, a exemplo desses notáveis letrados eborenses, servir a causa pública, fazendo o possível por compreender e resgatar do olvido alguns dos trabalhos com que contribuíram para a teorização e a critica literárias, nas primeiras décadas do século XVII. Por razões de natureza metodológica, foi-nos importante proceder ao desenvolvimento do tema segundo duas vertentes. A primeira dada necessidade de enquadramento epocal, foi orientada para o estudo dos factores histórico-sociais que, no contexto de então, funcionaram não só como condicionantes, mas também como estímulo para a gradual autonomização da actividade literária seiscentista. A segunda organiza-se em torno da problemática da codificação estético-literária e centra-se, tendo em conta o contexto de recepção, na influência da Poético de Aristóteles sobre o pensamento teórico-crítico dos escritores de cuja obra nos ocupamos. Este, apesar de não ser inteiramente original, constitui um marco importante para a compreensão das ideias literárias que, no século de Seiscentos, se difundiam em Portugal e no restante espaço cultural europeu.por
dc.identifier.authoremailteses@bib.uevora.pt
dc.identifier.scientificarea298por
dc.identifier.sharewithEsc. C. S.por
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10174/21065
dc.language.isoporpor
dc.publisherUniversidade de Évorapor
dc.rightsopenAccesspor
dc.titleOs académicos eborenses na primeira metade de seiscentos : a poética e a autonomização do literáriopor
dc.typemasterThesis
thesis.degree.nameMestrado - Literaturas e poéticas comparadaspor

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