A dinâmica dos recenseamentos eleitorais no final da monarquia e na I República. Uma reflexão em torno de duas variáveis: alfabetizados e emigrantes.
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Penélope - Revista de História e Ciências Sociais
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O presente estudo tem como objetivo contribuir para novas perspetivas sobre a problemática da cidadania politica aferida pela dinâmica de inscrição nos cadernos de recenseamento eleitoral, na transição do regime monárquico para o republicano. Para isso efetuou-se uma geografia das taxas de recenseamento que permitiu detetar a variação, ao longo do tempo e no espaço, do comportamento do eleitorado continental. O resultado evidenciou disparidades territoriais no plano da participação política que abriram caminho à formulação de interrogações sobre os motivos que lhe eram subjacentes. Procurou-se esclarecer a questão recorrendo a variáveis de tipo socioeconómico como a alfabetização e emigração. O propósito é demonstrar que as taxas de recenseamento, tomadas como indicador do comportamento político das populações, obedecem a determinantes que vão para além do efeito decorrente do maior ou menor grau de controlo e manipulação do processo eleitoral por parte das elites locais.
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Bernardo, Maria Ana, «A dinâmica dos recenseamentos eleitorais no final da Monarquia e na I República. Uma reflexão em torno de duas variáveis: alfabetizados e emigrantes», Lisboa, Penélope, nº27, 2002, pp.93-124.[Acessível em http://www.penelope.ics.ul.pt/pages/todo.htm]