Ornamento na Arquitectura. O Esgrafito no Alentejo
| dc.contributor.author | Salema, Sofia | |
| dc.date.accessioned | 2018-03-19T17:13:45Z | |
| dc.date.available | 2018-03-19T17:13:45Z | |
| dc.date.issued | 2017-11-22 | |
| dc.description.abstract | Durante as últimas décadas, temos assistido a um crescente reconhecimento do ornamento não só como parte integrante da arquitectura e como dimensão impor‐ tante do património construído, mas também, porque a ornamentação permite uma adequada leitura e compreensão do edifício, tanto sob o ponto de vista arquitectónico, histórico e estético, como também tecnológico e constitutivo. Num estudo que realizámos sobre o ornamento na arquitectura confirmámos que, no Alentejo, o esgrafito (técnica decorativa com argamassa de cal), usando modelos mais eruditos ora populares, decorou superfícies arquitectónicas ininterruptamente até aos inícios do século XX. Verificámos ainda que a utilização do esgrafito não é uma operação exterior à arquitectura, mas sim, algo intrínseco e indissociável do espaço onde se localiza, evidenciando a intencionalidade da relação simbiótica entre o ornamento e a arquitectura. Com uma forte expressão nos núcleos urbanos no Alentejo, designadamente na cidade de Évora, o esgrafito, localiza‐se, preferencialmente em espaços importantes da estrutura urbana – largos, praças e ruas principais – e, nos aglomerados pouco consolidados, em pequenos apontamentos, nas chaminés. O esgrafito foi amplamente utilizado nos séculos XVI e XVII, em composições eruditas – de influência italiana onde predomina técnica a branco e negro – e, em versão mais populares, mas de grande expressão estética. Durante os séculos XVIII e XIX, o esgrafito apresenta grande protagonismo urbano, associando‐se a outras técnicas ornamentais, com consequências urbanas visíveis em cidades alentejanas. Contudo constatámos também, que a maioria dos esgrafitos já não se apresenta no seu estado original porque foi pintado e/ou repintado. Várias camadas de tinta escondem a superfície mais ou menos ornamentada, alteram a textura e a cor original, anulam as linhas de incisão e de corte do desenho e ocultam os pormenores e detalhes do esquema compositivo. Perante o não reconhecimento do esgrafito por inúmeros agentes que intervêm no património, pretendemos com este artigo desmistificar o carácter “secundário” do esgrafito como ornamentação e realçar a relação simbiótica entre o ornamento – o esgrafito – e a arquitectura. Gostaríamos, ainda, sensibilizar o público em geral para o valor e para a situação de risco deste património, enfatizando a necessidade de salvaguardar a sua autenticidade material. | por |
| dc.identifier.authoremail | ssalema@uevora.pt | |
| dc.identifier.scientificarea | 739 | por |
| dc.identifier.sharewith | Arquietctura | por |
| dc.identifier.uri | https://ornament2017.weebly.com/ | |
| dc.identifier.uri | http://hdl.handle.net/10174/23040 | |
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| dc.identifier.withoralpresentation | sim | por |
| dc.identifier.withposter | nao | por |
| dc.language.iso | por | por |
| dc.rights | openAccess | por |
| dc.subject | ornamento e a arquitectura | por |
| dc.subject | esgrafito | por |
| dc.subject | argamassas de cal | por |
| dc.subject | indissociável do espaço | por |
| dc.title | Ornamento na Arquitectura. O Esgrafito no Alentejo | por |
| dc.type | lecture | por |
| degois.publication.title | International Conference: The Art of Ornament meanings, archetypes, forms and uses, | por |