Defesa internacional contra as doenças epidémicas: Da visão de Jules Héricourt

dc.contributor.authorBonito, Jorge
dc.contributor.editorGil, Francisco Baptista
dc.contributor.editorRocha, Rute
dc.date.accessioned2022-02-22T16:01:23Z
dc.date.available2022-02-22T16:01:23Z
dc.date.issued2022-02
dc.description.abstractAs doenças epidémicas que assolaram as populações europeias vieram juntar-se às misérias já existentes até meados do século XIX, provocando consideráveis perdas de vidas humanas. O continente europeu tem uma longa história com a peste, doença causada pela bactéria Y. pestis. Ao contrário do que se possa pensar, a peste bubónica não é uma doença do passado. Continua presente em mais de uma dezena de países do mundo. Este artigo analisa as ideias de Jules Héricourt relativamente à transmissibilidade internacional das doenças epidémicas e o modo de mitigar as suas cadeias. Apoia-se, na essência, na sua obra Les Frontières de la Maladie, nomeadamente na Défense internationale contre las maladies épidémiques, et systémes quarantenaires. Em 1901, um surto de peste assolou os passageiros e a tripulação do navio Senegal, num cruzeiro no Mediterrâneo. Foi imposta uma quarentena a toda a tripulação e aos 174 passageiros no lazareto do arquipélago francês de Frioul. Registou-se uma morte. A falta de serviços mínimos e de medidas de desinfeção imediata dos passageiros e dos respetivos pertences poderia ter agudizado o problema. Héricourt, médico coautor da seroterapia, discorda dos métodos adotados pelas autoridades sanitárias, que seriam ilusórios na defesa internacional contra as doenças epidémicas. O autor propõe uma dupla solução prática e eficaz para o problema da transmissão das doenças exóticas nas viagens marítimas: a valorização do passe sanitário e a modificação do papel do médico de bordo. Todos os passageiros provenientes de territórios contaminados deveriam ser portadores do passe sanitário, sob rigoroso controlo das autoridades. Ao médico de bordo caber-lhe-ia constituir-se como verdadeiro agente da administração sanitária, como higienista, desmascarando potenciais doentes a partir de exames médicos durante a viagem e evitando que passageiros dados como sãos contaminassem a comunidade, por estarem efetivamente doentes.por
dc.identifier.authoremailjbonito@uevora.pt
dc.identifier.citationBonito, J. (2022). Defesa internacional contra as doenças epidémicas: da visão de Jules Héricourt. Revista Multidisciplinar, 4(2), 75-94.por
dc.identifier.doihttps://doi.org/10.23882/rmd.22086por
dc.identifier.issn2184-5492
dc.identifier.numrev4
dc.identifier.pagina75-94
dc.identifier.principalpublicationtitleDefesa internacional contra as doenças epidémicas: da visão de Jules Héricourt.
dc.identifier.revistaRevista Multidisciplinar
dc.identifier.scientificarea229por
dc.identifier.urihttps://revistamultidisciplinar.com/index.php/oj/article/view/86/117
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10174/31094
dc.identifier.volume2
dc.language.isoporpor
dc.peerreviewedyespor
dc.publisherRevista Multidisciplinarpor
dc.rightsopenAccesspor
dc.subjectHéricourtpor
dc.subjectpeste bubónicapor
dc.subjectcontrolo sanitáriopor
dc.subjectmédico de bordopor
dc.subjectpasse sanitáriopor
dc.titleDefesa internacional contra as doenças epidémicas: Da visão de Jules Héricourtpor
dc.typearticlepor
degois.publication.firstPage75por
degois.publication.lastPage94por
degois.publication.titleRevista Multidisciplinarpor
degois.publication.volume4por

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