“Stockhausen: Licht (I e II)”
| dc.contributor.author | Amaral, Pedro | |
| dc.date.accessioned | 2012-02-03T11:08:26Z | |
| dc.date.available | 2012-02-03T11:08:26Z | |
| dc.date.issued | 2011-12 | |
| dc.description.abstract | Stockhausen, Licht: composta entre 1978 e 2003. Cerca de um quarto de século de composição praticamente ininterrupta permitiram a Stockhausen concretizar o seu imenso projecto de uma “heptalogia”, conjunto de sete óperas, cada uma das quais ligada a um dia da semana, para vozes instrumentos e bailarinos solistas, coros, orquestras, corpo de bailado, mimos e electrónica. Inicialmente concebido como um “Teatro de Deus”, “Licht” [“Luz”] coloca em cena três personagens simbólicas principais: Michael (o anjo dos exércitos celestes, etimologicamente, o “que é como Deus”), Eva (a figura feminina, materna) e Lúcifer (anjo com vontade própria, adversário de Deus e de toda a criação humana). Há quem veja esta obra imensa como uma cosmogonia, com as suas figuras míticas, a sua simbologia própria, as suas forças incarnadas. Sete óperas, uma “heptalogia” que constitui certamente a mais ampla, a mais extraordinária aventura operática da segunda metade do século XX. Stockhausen, Licht [“Luz”]: sete óperas, uma “heptalogia”, seguindo o ritmo dos dias da semana. A cada ópera está associado um dia que lhe dá título: Segunda-feira de Luz, Terça-feira de Luz, etc., etc. Ao longo destes sete dias – como através de uma viagem iniciática – assistimos a uma visão possível da história do homem através de três personagens centrais: a do próprio homem (aqui representado pela figura de Michael), a da mulher (Eva: a mulher, a mãe) e uma figura mais ambígua, feita de luz e trevas, figura da tentação e do conflito (aqui encarnada por Lúcifer). O eco religioso cria uma incontornável grelha de leitura: Michael é construído à imagem do arcanjo, aquele “que é como Deus”, e que Stockhausen via Stockhausen como uma representação do próprio Cristo que, sendo deus, se fez homem. Eva é a mulher, a primeira mulher (não Maria, reparem) – e aqui, como sempre, Stockhausen inspira-se livremente no Antigo e no Novo Testamento. Quanto a Lúcifer, tal como desenhada por Stockhausen, a personagem segue quase o sentido etimológico do nome: não é tanto um diabo negro, mas, pelo contrário… lúci-fer, “lucem ferre”, aquele que “traz a luz”. | por |
| dc.identifier.authoremail | pamaral@uevora.pt | |
| dc.identifier.scientificarea | 203 | por |
| dc.identifier.uri | http://hdl.handle.net/10174/4945 | |
| dc.identifier.withinvitedoralpresentation | sim | por |
| dc.identifier.withoralpresentation | sim | por |
| dc.identifier.withposter | nao | por |
| dc.language.iso | por | por |
| dc.publisher | RDP - Antena2 | por |
| dc.rights | openAccess | por |
| dc.subject | Stockhausen | por |
| dc.subject | Licht | por |
| dc.title | “Stockhausen: Licht (I e II)” | por |
| dc.type | lecture | por |