As superfícies arquitectónicas de Évora. O esgrafito: contributos para a sua salvaguarda

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Universidade de Évora

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Aparentemente originário de Itália, mas denotando influências mudéjares, o esgrafito aparece em Évora nos finais do século XV e atinge o seu esplendor, como elemento de valorização do espaço urbano pela decoração das fachadas, nos séculos XVIII e XIX. A cidade intramuros de Évora é um local privilegiado para o estudo arquitectónico, estético e técnico do esgrafito. A elaboração de um inventário, suportado numa base de dados informática, dos 99 esgrafitos visíveis ao nível da rua na cidade intramuros, com a caracterização detalhada, contextualização cartográfica e registo fotográfico, permitiu, para além do estudo sistematizado da técnica, do reconhecimento do património, do modo como tem sido (des)valorizado e do seu estado de conservação actual, uma primeira descrição das opções para a sua salvaguarda e preservação.

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