A opção claustral e a tradição gastronómica local e regional
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Entidade Regional de Turismo do Alentejo
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A História do quotidiano e da cultura material, de que a História da alimentação e da doçaria são parte integrante, tornaram-se áreas de excelência nos domínios da História e do Património particularmente a partir do último quartel do século XX, sendo alvo de múltiplas abordagens.A nossa reflexão será baseada nos hábitos alimentares quotidianos no mosteiro cisterciense feminino de S. Bento de Cástris durante o período moderno, procurando também apreciar a importância da doçaria, sobretudo a partir de testemunhos indirectos, ou seja, dos produtos consumidos. Porém, compreender os preceitos alimentares de uma comunidade religiosa implica considerar as orientações da Igreja na época e os preceitos da Regra, não só em relação a jejuns como em relação aos horários a cumprir, em harmonia com os Ofícios divinos e com as pausas para descanso e algum recreio. Por outro lado, há que ter em consideração que a origem das populações conventuais e as condicionantes de ordem geográfica e climatérica marcam as opções alimentares: no caso de Cástris, a comunidade provinha maioritariamente de Évora, do seu termo, ou do Alentejo, sendo os costumes gastronómicos alentejanos determinantes.
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Conde, Antónia Fialho, “ A opção claustral e a tradição gastronómica local e regional” in Carta Gastronómica do Alentejo. Monumenta Transtaganae Gastronomica, Entidade Regional de Turismo do Alentejo, 2013, pp. 66-85. ISBN: 978-989-98070-3-7.