Rinoceronte
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Universidade de Évora
Abstract
Os cidadãos de uma pacata cidade, transformaram-se em rinocerontes. Todos menos um.
Bérenger continua a não compreender o que se passou. Existem rinocerontes em todo o lado, que
chegam ao ponto de lhe telefonar para casa e gozar com ele. Nem um único ser humano. Eles
cantam, dançam e atropelam tudo e todos que apareçam à frente. Esta é a história, contada na
primeira pessoa, de um homem que resistiu ao impulso de se transformar em rinoceronte e mesmo
quando tentou, falhou.
Este é o resultado de uma auto-encenação, um desafio em que se pretendeu explorar a
questão do encenador-actor, toda a disciplina e trabalho que este tipo de criação exige,
especialmente, quando os meios escasseiam. A dramaturgia é ousada e, talvez, polémica, tentando
dar um novo sentido à imaginação de Ionesco; ABSTRACT: The citizens of a peacefull city, gradually transformed into rhinoceros. All but one. Bérenger
still doesn’t understand what was going on. There are rhinos everywhere that call him at home to
mock him. Not a single human being. They sing, dance and trample everything and everyone in
their way. This is the story, told in the first person, of a man who resisted to the impulse of
becoming a rhinoceros and even when he tried, he failed.
This is the result of a self-direction, a challenge intended to explore the question of the
director-actor, all the work and discipline that this kind of creation demands, specially, when the
resources are scarce. The dramaturgy is bold and, perhaps, controversial, trying to give a new
meaning to Ionesco imagination.