Afecto e aprendizagem em contextos de educação superior
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Pedro & João Editores
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Nos estudos iniciais que realizámos identificámos uma forte presença da componente afectiva nas descrições dos estudantes acerca das suas experiências de aprendizagem. Com alguma frequência, quando os questionávamos sobre o que pensavam acerca de determinado aspecto relativo à sua aprendizagem, obtínhamos como início de resposta “eu sinto que…”. As entrevistas realizadas a estudantes de primeiro e último ano de vários cursos acerca das emoções/sentimentos que experienciavam ‘enquanto estudavam’ permitiram a identificação de dois tipos contrastantes: emoções/sentimentos positivos (satisfação/prazer, curiosidade e motivação associados à ideia de realização pessoal) e emoções/sentimentos negativos (desespero/desânimo, impotência/frustração, angústia/ansiedade, insegurança/falta de confiança em si próprio e medo de falhar associados a stress/fadiga). Os sentimentos/emoções negativos foram mais referidos pelos estudantes do primeiro ano e os sentimentos/emoções positivos mais referidos pelos estudantes do último ano dos cursos. Por norma, as emoções e os sentimentos positivos surgiam associados ao gosto pela matéria em estudo e à possibilidade da sua compreensão e as emoções e os sentimentos negativos associados a não gostar da matéria e a dificuldades de compreensão, pelo que encontrámos, frequentemente, no mesmo estudante, referências positivas e negativas. Verificámos também que os estudantes do primeiro ano revelavam menos habilidades de controlo e gestão (regulação) das suas emoções e sentimentos em situações de aprendizagem.
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Chaleta, E. (2024). Afecto e aprendizagem em contextos de educação superior. In S. Areosa, S. Marcon, Daltro, M. & L. Going, Pesquisas e práticas de cuidado: Desafios dos Mestrados Profissionais em Psicologia (pp 31-66). São Carlos, Brasil: Pedro & João Editores