“Não extrativismo” epistêmico: desafios à investigação científica crítica
| dc.contributor.author | Barbosa, Vera Lúcia Ermida | |
| dc.date.accessioned | 2020-11-02T12:00:16Z | |
| dc.date.available | 2020-11-02T12:00:16Z | |
| dc.date.issued | 2018 | |
| dc.description.abstract | A partir da crítica pós-colonial, ganharam espaço as etnografias enfocando outras vozes, subjetividades e perspectivas, apoiadas, principalmente, em propostas teóricas sociais oriundas de paisagens distantes dos centros europeus e norte-americanos de produção de saber. Essas epistemologias do Sul global têm em comum partirem do testemunho e da experiência de marginalidade, subalternidade e subjugação, de onde emergem novos sujeitos políticos, nova autoridade discursiva e representação cultural. Essa perspectiva desafia as narrativas hegemônicas e amplia o interesse no uso da memória e história oral como metodologia de pesquisa, promovendo um crescente interesse em estabelecer as relações entre história, memória, saber e poder. Assim, são ampliadas as reflexões acerca das responsabilidades éticas e políticas da etnografia e do trabalho de campo, ao mesmo tempo em que se veem transformadas as relações autor/objeto/leitor, uma vez que os “sujeitos de pesquisa” passam, eles próprios, a pesquisar, escrever e reclamam ser representados na “história”. O extrativismo como característica das sociedades formadas na lógica do imperialismo, capitalismo, colonialismo e patriarcado, que subjugou povos como recursos a serem explorados, se estende ao saber e a ciência moderna tem suas origens no “extrativismo epistêmico”. Tal constatação torna ainda maior o desafio de realizar investigação científica e produzir conhecimento crítico assumindo viver responsavelmente o compromisso de que a alternativa ao extrativismo é a reciprocidade profunda, o que implica um intercâmbio justo nas relações entre seres humanos e nas relações entre humanos e não humanos. | por |
| dc.identifier.authoremail | vermida@uevora.pt | |
| dc.identifier.citation | BARBOSA, V.L.E.“Não extrativismo” epistêmico: desafios à investigação científica crítica. Revista Antropolítica, n. 44, Niterói, p.229-255, 1. sem. 2018 | por |
| dc.identifier.doi | https://doi.org/10.22409/antropolitica2018.0i44 | por |
| dc.identifier.scientificarea | 602 | por |
| dc.identifier.uri | https://periodicos.uff.br/antropolitica/article/view/41818 | |
| dc.identifier.uri | http://hdl.handle.net/10174/28239 | |
| dc.language.iso | por | por |
| dc.peerreviewed | yes | por |
| dc.publisher | Antropolitica - Revista Contemporânea de Antropologia | por |
| dc.rights | openAccess | por |
| dc.subject | Historiografia | por |
| dc.subject | Extrativismo epistêmico | por |
| dc.subject | Etnografia | por |
| dc.subject | Reciprocidade | por |
| dc.title | “Não extrativismo” epistêmico: desafios à investigação científica crítica | por |
| dc.type | article | por |