Resposta do girassol de sequeiro à aplicação de nutrientes
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EPN-Empresa de Publicações Nacionais Lda.
Abstract
Verificou-se num dos anos do ensaio (1992/93) que foi o mais chuvoso (510.8 mm), a cultura respondeu em termos de área foliar mas isso não se reflectiu a nível da produção de grão. No ano mais seco (1994/95) em que a precipitação total anual foi de 282.0 mm, não houve resposta do girassol à adubação, nem mesmo em termos de área foliar. Mesmo em datas de sementeira mais antecipadas, a água continuou a ser o factor limitante à produção de grão na cultura do girassol. Pelo facto do sistema de mobilização do solo poder interferir a nível da água disponível para a cultura ao afectar por um lado a evaporação e por outro lado a capacidade de enraizamento das plantas, colocou-se também a hipótese neste ensaio, da resposta do girassol aos nutrientes aplicados, ser diferente entre sistemas de mobilização do solo (sementeira directa e mobilização tradicional). Constatou-se não haver interacção significativa na produção, nem entre datas x adubações nem entre mobilizações x adubações. Sendo a taxa de mineralização da matéria orgânica inferior na sementeira directa relativamente à mobilização tradicional, colocou-se também a hipótese do primeiro destes dois sistemas exigir maior quantidade de nutrientes, o que igualmente não se verificou.