Quando as paredes nos gritam aos olhos: proposta de leitura de graffiti com crianças.

dc.contributor.authorPereira, Cláudia Sousa
dc.date.accessioned2017-01-19T15:55:02Z
dc.date.available2017-01-19T15:55:02Z
dc.date.embargo2016-06
dc.date.issued2016-06
dc.description.abstractA partir do momento em que começam a ler as crianças tornam-se ávidas e absorventes de todo o tipo de palavra ou frase com que se cruzam. As paredes dos meios urbanos são telas prolíferas, ao contrário dos meios rurais que ainda lhes resistem e onde esta prática é conotada, não sem alguma razão, com a imundície. E mesmo quando não sabem ainda ler, há pinturas murais que suscitam reações e emoções nas crianças que são reflexo de perguntas que esperam respostas, fruto da propriedade comunicativa da arte. Se o graffiti, com ou sem palavras, encontra na frase certeira e/ou poética uma forma de comunicação estética, elas são manifestações que poderemos, discutindo, classificar como artísticas que, muitas vezes, refletem situações de conflitos sociais, de guerras com o poder, de denúncia. Nas paredes, as imagens e as palavras são armas que estão ao alcance e a uso dos que têm muito menos de 18 anos e, ainda assim, têm licença para as ver/ler e usar. Quanto mais não seja, eles provocam reações, emoções que deviam em nosso entender reclamar uma mediação. Uma mediação que esteja ciente das possibilidades de leitura de imagens verbais e pictóricas e que se predisponha a explicar porquê, onde e como estão, a agressividade e o conflito, figurados. Aliás, a agressão e a transgressão podem, diríamos quase epistemologicamente, identificar-se com os graffiti sendo, como é óbvio, para as crianças mais pequenas difícil de entender por que alguns consideramos serem arte. Assim, nesta intervenção trataremos exemplos de graffiti verbais ou pictóricos e faremos propostas de leitura e atividades com crianças. Proporemos respostas para as eventuais perguntas com que os adultos que convivem com crianças possam ser sujeitos ao usarem o espaço público ocupado por estas manifestações. Também convém que se distingam de outras e possam ser consideradas literárias e artísticas e onde os conflitos sociais estejam presentes, ainda que, diríamos, subliminarmente. A intervenção enquadra-se, teoricamente, nas propostas da teoria do polissistema literário e dos estudos da receção, numa perspetiva comparatista.por
dc.description.sponsorshipUID/HIS/00057/2013 (POCI - 01-0145-FEDER-007702)por
dc.identifier.authoremailcsousapereira@gmail.com
dc.identifier.citationPereira, Cláudia S., «Quando as paredes nos gritam aos olhos: proposta de leitura de graffiti com crianças.», Congreso Internacional "Guerras y conflictos sociales de ayer y de hoy (Literatura y Arte). Centro Ramón Piñeiro para a Investigación en Humanidades, Santiago de Compostela, 15-17 junho.por
dc.identifier.scientificarea296por
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10174/19889
dc.identifier.withinvitedoralpresentationsimpor
dc.identifier.withoralpresentationnaopor
dc.identifier.withposternaopor
dc.language.isoporpor
dc.rightsopenAccesspor
dc.subjectGraffitipor
dc.subjectCultura contemporâneapor
dc.subjectEducação artísticapor
dc.subjectLeitura na infânciapor
dc.titleQuando as paredes nos gritam aos olhos: proposta de leitura de graffiti com crianças.por
dc.typelecturepor
degois.publication.locationSantiago de Compostelapor
degois.publication.titleCongreso Internacional "Guerras y conflictos sociales de ayer y de hoy (Literatura y Arte)por

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