ATIVIDADE PRÁTICA DE CAMPO NO PARQUE PALEONTOLÓGICO DE ITABORAÍ
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A utilização de práticas educativas em espaços não formais de ensino é reconhecida por permitirem diversas possibilidades de ensino e desde que sejam bem estruturadas, possibilitam a aplicação contextualizada dos conteúdos desenvolvidos em sala de aula. Tendo como objetivo, despertar o interesse dissente pela Paleontologia, elaborou-se, no Parque Paleontológico de Itaboraí (PPI), uma sequência didática com estudantes do Ensino Médio do Colégio Estadual Francesca Carey (26 do 3o ano e 19 do 2o ano). Para a primeira atividade - A Trilha do Tempo Geológico – elaborou-se, na trilha de acesso ao PPI, marcações representando em 46 m, os 4,6 G.a estimados de existência da Terra, destacando os principais eventos geológicos e biológicos, ilustrados com fósseis, réplicas fósseis e banners, com ênfase para época PPI. A segunda atividade envolveu a identificação química de uma rocha carbonatada, apresentando-se aos estudantes dois tipos de rochas: (i) o calcário travertino/cinzento e (ii) rocha do embasamento da bacia (quartzo). Como exercício de identificação de rocha carbonatada, foi realizado o teste de reação de efervescência com o ácido clorídrico (10 % HCl), que consistiu em pingar algumas gotas do ácido em ambas as rocha. A terceira atividade consistiu numa prospecção do afloramento intermediário com abundância de fósseis de vertebrados. Os alunos foram orientados a procurarem rochas com fósseis. Ao encontrar uma rocha com fragmentos fósseis de vertebrados, fazia-se o registro utilizando plástico transparente, contornando o mesmo com o pincel marcador e obtendo a imagem do fóssil. As duas atividades seguintes foram realizadas no afloramento inferior, onde ocorre espécies fósseis de gastrópodes. Nesse afloramento, as espécies fósseis de gastrópodes encontradas foram medidas com o paquímetro e identificadas com auxílio de um banner e, elaboram uma coluna estratigráfica em escala, em papel milimetrado. Ao final das visitas alguns estudantes foram entrevistados com o intuito de se investigar suas percepções. Os resultados obtidos apontam de que importantes ganhos cognitivos e afetivos foram obtidos pelos estudantes o que justifica uma agenda de visitas escolares que vise objetivos educacionais.